O São Paulo voltou a demonstrar por que tem o pior ataque da elite do futebol brasileiro. Precisando de uma vitória por dois gols de diferença para avançar às quartas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (29), depois de ter sido derrotado por 1 a 0 dentro de casa no duelo de ida, o time treinado por Cuca voltou a ser inoperante na hora de concluir suas jogadas e foi eliminado após nova derrota por um gol.
Foi o quarto jogo consecutivo em que o Tricolor do Morumbi passou em branco. Neste período, Cuca testou inúmeras formatações diferentes na sua linha de frente: Alexandre Pato, por exemplo, foi utilizado como referência duas vezes e flutuando atrás do jogador mais avançado no 4-2-3-1 uma vez; Jonas Toró atuou como extremo pela esquerda e na posição clássica do “9”. Nesta quarta-feira (30), a opção foi Toró novamente centralizado com Hernanes atuando na armação. Pato entrou no decorrer da partida... mas nada deu certo.
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Apesar da maior posse de bola (67.8%), o São Paulo acertou somente duas finalizações dentre as 18 que tentou. A falta de profundidade ajuda a explicar esta incapacidade para criar e finalizar boas oportunidades. Nesta quarta-feira os atacantes são-paulinos deram, somados, apenas cinco toques dentro da área do Bahia. Na derrota para o Corinthians, no final de semana, foram quatro.
O problema do pior ataque do Brasil - média inferior a um tento por partida - não está apenas nos jogadores, mas também na forma como eles estão jogando: muito longe do gol. Enquanto a pressão aumenta e os gols não chegam, a esperança é torcer para o retorno de Pablo, que se recupera após cirurgia para retirar um cisto na região da lombar. Mas isso só deve acontecer após a Copa América. Até lá, a obrigação de Cuca e seus jogadores é encontrar uma forma para resolver o quebra cabeças na falta de profundidade. Se falta referência, é preciso haver maior movimentação.





