O astro senegalês Sadio Mané anunciou sua aposentadoria da seleção nacional, encerrando uma trajetória de mais de uma década com a seleção de seu país, poucos dias após a eliminação dos “Leões da Teranga” da Copa do Mundo de 2026.
O anúncio de Mané, de 34 anos, foi feito por meio de um comunicado publicado pelo jornal senegalês “Le Quotidien”, no qual ele confirmou que sua participação na Copa do Mundo de 2026 foi a última com a camisa da seleção nacional, após a eliminação da competição nas oitavas de final, com a derrota para a Bélgica por 3 a 2 na prorrogação.
Apesar de encerrar sua carreira internacional, Mané continuará sua trajetória no futebol de clubes, já que tem contrato com o Al-Nassr, da Arábia Saudita, válido até 2027.
Uma mensagem de despedida comovente
Mané dirigiu uma mensagem comovente aos torcedores senegaleses, na qual afirmou ter dado tudo de si em defesa das cores da seleção de seu país.
“Saibam que sacrifiquei tudo por esta bandeira”, disse ele em seu comunicado, conforme reproduzido pelo jornal francês “L’Équipe”. “Dei o meu melhor e sempre lutei com todas as minhas forças pela nossa pátria.”
E acrescentou: “O apoio constante de vocês foi o verdadeiro combustível para todos os meus sucessos”.
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Um novo papel
O ex-capitão do Senegal afirmou que não pretende se afastar do futebol em seu país, indicando seu desejo de continuar servindo à seleção em uma função diferente após se aposentar do futebol internacional.
“Amanhã, ficarei feliz em colocar minha experiência a serviço do país, seja na comissão técnica, no banco de reservas ou dentro das instituições esportivas”, disse ele.
Mais de uma década com a camisa do Senegal
Mané iniciou sua carreira na seleção do Senegal em 2012, disputando 130 partidas internacionais e tornando-se um dos maiores astros do futebol senegalês de todos os tempos.
O ex-ala do Metz, da França, foi um dos principais responsáveis pela conquista do título da Copa Africana das Nações de 2021 pelo Senegal, após a derrota na final da edição de 2019. Ele também venceu a final da edição de 2025, mas a CAF concedeu o título ao Marrocos por decisão administrativa, enquanto se aguarda a decisão final do Tribunal Internacional do Esporte (CAS).
Ele também desempenhou um papel de liderança de destaque na seleção, e um dos momentos mais marcantes que consolidaram sua posição foi quando pediu aos companheiros que voltassem ao campo durante a última final da Copa Africana das Nações contra o Marrocos.
