Alonso encerra fase de instabilidade, e Martínez se complica sozinho em Stamford Bridge
Xabi Alonso e Michael Carrick, ex-rivais no meio-campo na Premier League, se encontraram à beira do campo em Stamford Bridge, ambos sob pressão. O Chelsea, quinto colocado na tabela, buscava se recuperar de uma derrota para o Tottenham e da eliminação nos pênaltis para o Liverpool na Copa da Liga Inglesa. O Manchester United, 16º colocado e sem vencer havia oito jogos em todas as competições, precisava de um resultado para aliviar a pressão sobre Carrick em sua primeira temporada como técnico.
Alonso não contava com Reece James, Emiliano Martínez e João Pedro. Optou por uma linha de três zagueiros com Josh Acheampong, Wesley Fofana e Levi Colwill, Romeo Lavia e Moisés Caicedo no meio-campo, e Marco Palestra como ala esquerdo. Estêvão começou ao lado de Morgan Rogers e Cole Palmer, que voltava de suspensão. Carrick escalou Carlos Baleba e Andrey Santos juntos no meio-campo e promoveu os retornos de Lisandro Martínez, Bruno Fernandes e Matheus Cunha ao time.
United foi melhor antes do intervalo
O primeiro tempo não saiu conforme o esperado. O United foi a equipe mais convincente, chegou ao intervalo com ligeira vantagem na posse de bola, de 51%, e teve um gol de Cunha anulado pelo VAR aos 34 minutos. O Chelsea teve dificuldades para criar chances claras diante de um adversário compacto, e as equipes foram para o intervalo empatadas em 0 a 0.
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Rogers abre o placar
O jogo mudou cinco minutos após o reinício. Lavia recuperou a bola no meio-campo e encontrou Rogers, que avançou pelo centro, passou por Harry Maguire e encobriu Senne Lammens aos 50 minutos. Nem Maguire nem Martínez o pressionaram, e a defesa do United abriu espaço com facilidade excessiva. Perto dos 60 minutos, Carrick substituiu Baleba por Kobbie Mainoo em busca de mais controle, mas o United não conseguiu reagir.
Martínez é expulso, e Palmer converte o pênalti
Martínez recebeu cartão amarelo aos 59 minutos por puxar a camisa de Rogers. Quatro minutos depois, acertou o rosto de Fofana com o cotovelo em um escanteio. Após revisão do VAR, o árbitro mostrou a ele o segundo cartão amarelo aos 63 minutos e marcou pênalti. Palmer cobrou aos 64 minutos e mandou a bola para o lado oposto ao escolhido por Lammens, ou melhor, fora de seu alcance, fazendo 2 a 0.
Chelsea administra a vantagem
Com um jogador a mais, o Chelsea controlou os minutos finais. Terminou com 59% de posse de bola, 20 finalizações contra 10 do United e 10 chutes no alvo contra quatro. O United recebeu cinco cartões amarelos e cometeu 20 faltas, contra oito do Chelsea. Geovany Quenda substituiu Palmer nos acréscimos, quando a partida já se encaminhava para o fim.
O que o resultado significa
A vitória leva o Chelsea a 16 pontos e, por enquanto, ao quarto lugar, empatado em pontos com o Brighton, que disputou um jogo a menos, enquanto ainda há outras partidas a serem realizadas no fim de semana. Para o United, o cenário é sombrio: sete pontos em nove jogos pelo campeonato, apenas uma vitória e uma sequência sem vencer que agora chega a nove partidas em todas as competições. Seu último triunfo foi em 10 de setembro. A pressão sobre Carrick só vai aumentar.


