Após semanas de polêmica jurídica e midiática provocada pelos acontecimentos da final da Copa Africana das Nações de 2025, a Federação Marroquina de Futebol quebrou seu silêncio oficial para reafirmar sua reivindicação dos direitos sobre o título continental, baseando-se em documentos e gravações que descreve como “irrefutáveis”.
Fouzi Lekjaâ, presidente da Federação Real Marroquina de Futebol, afirmou em declarações na última quinta-feira, divulgadas pela rede “Foot Mercato”: “O Marrocos possui argumentos convincentes e documentados; todos os elementos relacionados ao incidente estão rigorosamente documentados, seja por meio de relatórios oficiais ou de gravações de vídeo, em total conformidade com as leis vigentes”.
Lakjaa acrescentou: “A desistência da seleção senegalesa está oficialmente comprovada, com base no relatório do árbitro da partida, além da existência de gravações que documentam o momento da desistência e as circunstâncias que a cercaram”.
Ele continuou explicando: “A confirmação da desistência do Senegal está sujeita aos requisitos do artigo 84 do Código Disciplinar da Confederação Africana de Futebol, que é o texto legal adotado pela Confederação para confirmar a vitória do Marrocos na final da Copa Africana das Nações de 2025”.
Lakjaa esclareceu que o Marrocos concordou em continuar a partida, apesar da saída dos jogadores do Senegal do campo, pois a recusa em retomá-la teria exposto a seleção marroquina a uma sanção disciplinar.




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A final da Copa Africana das Nações 2025, disputada em Rabat entre Marrocos e o Senegal, foi marcada por um clima dramático e polêmico.
O Senegal havia marcado um gol na prorrogação, mas o árbitro marcou um pênalti a favor do Marrocos nos últimos minutos do tempo regulamentar, após consultar o VAR.
Os senegaleses protestaram veementemente contra a decisão, o que levou o técnico a pedir que os jogadores deixassem o campo por alguns minutos.
Os jogadores voltaram após a intervenção do capitão da equipe, Sadio Mané, e Brahim Díaz perdeu o pênalti, encerrando a partida com a vitória do Senegal por 1 a 0. Cerca de dois meses após o confronto, a Comissão de Apelação da Confederação Africana de Futebol (CAF) aceitou o recurso da Federação Marroquina de Futebol.
A comissão decidiu considerar que a seleção do Senegal desistiu da partida, atribuir a vitória ao Marrocos por 3 a 0 e conceder-lhe oficialmente o título do campeonato, com base nos artigos 82 e 84 do regulamento da competição.
Por sua vez, a Federação Senegalesa anunciou que rejeita a decisão e que entrará com um recurso perante o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, considerando a decisão “injusta e sem precedentes”.

