Os desdobramentos dos atos de vandalismo e destruição registrados em Paris chegaram ao mundo do futebol, após as redes sociais fazerem circular um vídeo que mostra duas pessoas encapuzadas se apoderando de uma camisa e de uma braçadeira de capitão do Barcelona, com o autógrafo da lenda argentina Lionel Messi, em uma das lojas próximas à Praça da República, na capital francesa.
O vídeo mostrou as duas pessoas exibindo as duas peças diante da câmera, em meio ao caos que acompanhou os atos de vandalismo na região, enquanto o episódio levanta preocupações sobre o destino de recordações esportivas raras, de grande valor material e sentimental, especialmente por estarem ligadas a um dos jogadores mais marcantes da história do futebol.
O episódio acontece em meio ao clima que cerca o aguardado confronto entre Paris Saint-Germain e Barcelona na Liga dos Campeões da Europa, num momento em que os dois clubes estão associados a passagens importantes na carreira de Messi, que jogou pela equipe catalã antes de se transferir para o clube parisiense em 2021.
Camisas de Messi vendidas por milhões de dólares
As peças roubadas ganham importância especial diante do elevado valor que os itens originais de Messi alcançam no mercado de recordações esportivas, já que seus preços variam de acordo com a partida em que foram usados, sua importância em sua carreira, seu estado de conservação e seu grau de raridade, além da presença de seu autógrafo.
Messi já havia vendido seis camisas que usou durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar, cujo título conquistou com a seleção da Argentina, em um leilão público em 2023, cuja arrecadação total superou os 7 milhões de dólares, segundo os relatos publicados na época.
Apesar da dificuldade de determinar o valor exato da camisa e da braçadeira de capitão roubadas sem conhecer seus detalhes e seu histórico, a ligação com Messi e seu autógrafo nelas pode lhes conferir um grande valor para os colecionadores de itens esportivos.
O valor real dos objetos roubados ainda não foi determinado, e as informações disponíveis também não trazem detalhes confirmados sobre a identidade das duas pessoas ou sobre a recuperação das duas peças, em meio à continuidade da circulação do vídeo nas plataformas de redes sociais.



