Se dependesse de Willem Vissers, o técnico do Ajax, Míchel Sánchez, passaria a dar suas entrevistas coletivas em espanhol, com a presença de um intérprete. Foi o que disse o jornalista do De Volkskrant na noite de segunda-feira, no Voetbalpraat da ESPN.
Ultimamente, Míchel tem dado suas entrevistas coletivas com frequência em inglês. Vissers, porém, diz ter ‘muita dificuldade com isso’. “O cara não tem culpa nenhuma. Ele vem da Espanha e mal fala inglês. Já melhorou em relação a um mês atrás.”
“Mas, quando fico sentado ali por quinze minutos, eu enlouqueço. Também parei de fazer perguntas de propósito, porque eu travo um pouco. Simplesmente não consigo ouvir. Se você não fala inglês, tem que colocar um intérprete ali.”
“Que empresa faz isso? Você é uma grande multinacional e traz alguém que não fala a língua de jeito nenhum. Nem mesmo a língua que as outras pessoas no país, o inglês, falam. E aí vai tentar explicar alguma coisa ali, o que os jornalistas perguntam.”
“Eu não conseguia entender nada daquelas respostas. Os jogadores também dizem que entendem tudo, mas então não entendem, isso agora ficou bem claro. Porque eles não sabem mais o que têm que fazer. Eu até acho que ele é um bom treinador, mas acho tudo isso bem complicado”, afirmou o jornalista.
Kenneth Perez concorda com ele. “Isso é simplesmente constrangedor de assistir. Eu também vi isso ontem”, disse o analista.
“E tem mais uma coisa: se você não domina a língua, na verdade não consegue explicar direito aos jornalistas o que realmente quer dizer. Então faça isso na sua língua materna, porque aí você realmente consegue chegar ao ponto central. Isso simplesmente não é legal de assistir. Nesse caso, é melhor nem dar entrevistas coletivas”, concluiu Perez.


