Titular absoluto e autor do único gol da Itália nos dois primeiros jogos na Liga das Nações. Apesar de ainda ser visto por muitos como "novato" na seleção comandada por Roberto Mancini, Jorginho está com moral de sobra, a ponto de receber a bola das mãos dos companheiros para cobrar o pênalti no empate em 1 a 1 com a Polônia, na semana passada, em Bologna.
"[Com moral?] Acredito que sim. Acredito que seja também uma questão de confiança. De confiança minha, pelo momento que estou vivendo, e também de confiança dos meus companheiros. Pedi para cobrar o pênalti, e eles me deram a bola. É muito gratificante", revelou o volante ítalo-brasileiro, logo após a derrota por 1 a 0 para Portugal, na segunda-feira, em Lisboa.
"Está sendo um momento muito importante na minha carreira, um momento crucial, até pela idade que tenho [26 anos]. Estou trabalhando bastante para demonstrar que estou merecendo toda essa confiança. Estou muito feliz", completou.
Com a confiança elevada, fruto também do promissor início de trajetória no Chelsea, onde já é peça-chave do time de Maurizio Sarri, Jorginho se sente à vontade até para misturar um pouco do "jeitinho brasileiro" na seleção italiana.
"Estou tentando, né? [risos] Preciso de um pouco mais de tempo. O pouquinho do meu lado brasileiro nessa Itália talvez seja a questão de jogar mais com a bola no chão e ter a tranquilidade de segurar a bola. A ideia é ter mais o controle do jogo", explicou.
A Itália ainda está numa fase de adaptação ao volante que, antes de rumar para o futebol inglês, fez sucesso com a camisa do Napoli. O volante, por sua vez, está totalmente adaptado ao país que escolheu como pátria em 2016.
"Cada vez que o hino toca é uma emoção. Chegar aqui teve muito sacrifício, muito trabalho duro... É uma energia enorme, é muita adrenalina também. Canto o hino italiano com toda a minha alma, com todo o meu corpo. É um momento muito lindo para um jogador", finalizou.






