
Por Paulo Madrid
Zinedine Zidane, em entrevista coletiva concedida nesta semana, não revelou qual será sua escolha entre Isco ou Bale, e ainda sustentou que os dois podem até atuar juntos. Esperemos que tais declarações não sejam muito sinceras, tendo por único objetivo despistar o adversário. Porque o campo não deixa lugar a dúvidas.
Isco foi o melhor jogador do Real Madrid em 2016/2017. E quando assumiu efetivamente a vaga de titular no lugar do galês, proporcionou ao time uma maior consistência, tanto ofensiva quanto defensiva. Hoje, o malagueño é peça fundamental para que o Madrid possa dominar o setor de meio-campo, aspecto importante para se triunfar no futebol atual. Toni Kroos disse claramente que a presença de quatro meio-campistas foi crucial para o crescimento da equipe nos últimos tempos. Ou seja, a presença de Isco se justifica não só por seu espetacular rendimento individual, mas também pelos ganhos estruturais que ele possibilita ao time.
Compare os números de Isco e Bale na Champions League nesta temporada:
Se optar por Isco, Zidane será criticado apenas por aqueles que não acompanharam a temporada madridista. Se escolher Bale, o francês será achincalhado por qualquer um que seguiu o Madrid com alguma constância neste ano e ao mesmo tempo entende que, no futebol, o desempenho em campo vale mais do que a grife. O próprio Gareth Bale, escolhido para falar ao lado de Zidane, reconheceu o grande momento do companheiro, afirmou não estar 100% fisicamente para a decisão e assegurou estar tranquilo seja qual for a decisão do treinador. Mesmo a decisão sendo em Cardiff, em seu país natal.
Sobre a hipótese de que ambos sejam escalados de início, imagino que Zizou não cogite realmente essa escalação. Presumivelmente, isso implicaria na saída de Modrić ou Kroos, resultando em uma formação mais ofensiva, com perda de pegada defensiva no meio-campo. Um risco desnecessário. Melhor que Bale seja excelente opção de banco, entrando no segundo tempo com suas velocíssimas pernas mais inteiras que as dos adversários e, portanto, mais aptas a desequilibrar as ações.
Compare os números de Isco e Bale em La Liga nesta temporada:
Outro que retorna de lesão é Dani Carvajal, mas esse caso não levanta tanta discussão. O canterano é infinitamente melhor que Danilo. É mais firme na marcação e cruza melhor. Aliás, toma melhores decisões no ataque em geral do que o estabanado lateral brasileiro. A titularidade de Carvajal depende apenas de sua condição física.
Zidane terá que tomar decisões até para compor o banco de reservas. Isso porque apenas sete jogadores podem ser relacionados como suplentes. Além dos cortes mais óbvios — Yañez (terceiro goleiro), Coentrão e Mariano — eu descartaria Pepe, Danilo e James, formando o banco com: Casilla (goleiro), Nacho, Kovacic, Asensio, Lucas Vázquez, Bale e Morata.
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Paulo Madrid. Não, não é uma licença poética. O nome vem de família mesmo. Sorte a minha. A coincidência gerou um interesse que, já desde muito cedo, desembocou em uma paixão. Madridista desde sempre, para sempre. ¡Hala Madrid y nada más! |






