Por Tauan Ambrosio (@ambrosiotauan)
O encontro entre Portugal e Suécia, na repescagem europeia da Copa do Mundo, não definiu apenas os portugueses como mais uma seleção no torneio que será realizado no Brasil. A partida decretou que Cristiano Ronaldo deverá ser mais um craque a desfilar sua habilidade nos gramados brasileiros, enquanto Zlatan Ibrahimovic será a grande ausência.
Ainda falta muito para o início do certame. Os principais nomes das maiores seleções ainda estão sujeitos a lesões, mas a certeza deste final de ano é triste para o camisa 10 do Paris Saint-Germain, que não vai calçar as chuteiras quando a bola rolar no Brasil em junho do próximo ano.
No entanto, olhando em perspectiva, o cenário não é tão trágico para o atacante sueco. Ibrahimovic participou de duas Copas do Mundo: 2002 e 2006. Na história do futebol, vários craques não tiveram a mesma chance. Neste especial, o Goal lembra alguns dos grandes nomes que nunca chegaram a jogar uma Copa do Mundo.
Ryan Giggs: jogador mais vitorioso da história do Manchester United, Ryan Giggs ainda joga e é craque, mas o fato de ter defendido a seleção do País de Gales não ajudou para que o interminável camisa 11 dos Red Devils conseguisse disputar uma Copa do Mundo.
Jari Litmanen: diferentemente de Giggs, Litmanen fez carreira em diversos clubes. Da mesma maneira como o galês, não deu sorte de nascer em um país com grande tradição no futebol: a Finlândia. O meia-atacante brilhou pelo Ajax durante boa parte da década de 1990, passou ainda por Barcelona e Liverpool. Outra similaridade com Giggs é a longevidade: quando assinou o contrato pelo HSK, o último de sua carreira, em 2011, tinha 40 anos.
George Weah: um dos maiores jogadores africanos da história, Weah nasceu na Libéria e nunca aceitou se naturalizar francês. Eleito melhor jogador do mundo em 1995, ajudou o Milan a conquistar duas vezes o Campeonato Italiano. Também jogou no Mônaco, Paris Saint-Germain, Chelsea e Manchester City. Detalhe: quando nenhum destes era multimilionário. Encerrou sua carreira no Al Jazeera, dos Emirados Árabes Unidos, em 2003.
Cantona: grande nome do futebol francês no início dos anos 90, o polêmico ídolo do Manchester United já havia colecionado alguns problemas com a seleção nacional antes de a mesma falhar em se classificar para as Copas de 1990 e 1994. Encerrou sua carreira em 1997, um ano antes de os Bleus conquistarem o mundo em casa.
Abedi Pelé: a habilidade do meia-atacante ganês com a bola era tanta, que Abedi Ayew passou a ser chamado de Abedi Pelé. Até hoje é o maior ídolo do futebol de Gana, e pelo seu país, quando tinha apenas 17 anos, ajudou na conquista da Copa das Nações Africanas de 1982. Na temporada 1992-93 brilhou no Olympique de Marseille que conquistou a Champions League, até hoje um feito único no futebol francês. Se aposentou em 2000, no Al Ain, dos Emirados Árabes.
Ian Rush: maior goleador da história do Liverpool, o galês sabia que dificilmente conseguiria disputar uma Copa do Mundo. Com a camisa dos Reds, ganhou cinco vezes o Campeonato Inglês, quatro Copas da Inglaterra, cinco Copas da Liga Inglesa e duas vezes a Copa dos Campeões da Europa (atual Champions League).
Valentino Mazzola: um dos tristes casos em que uma tragédia interrompe o que poderia ter sido uma carreira brilhante. O meia-atacante era o capitão e principal jogador do Torino que dominou o futebol italiano na década de 1940. No entanto, o desastre na Basílica de Superga, acidente aéreo que culminou na morte de todo o time do Torino, em 1949, abreviou sua história no futebol.
Kubala: um dos grandes ídolos do Barcelona antes de Messi, Ronaldinho e Cruyff. Húngaro de nascimento, defendeu sua pátria, a Tchecoslováquia e a Espanha (o único na história a jogar por três seleções), mas não disputou nenhuma Copa do Mundo. O meia é tão idolatrado pelos catalães, que na frente do Camp Nou construíram uma estátua em sua homenagem. Jogou no Barça de 1951 até 1961.
George Best: mulherengo, beberrão, fanfarrão e craque. Best é, para muitos, o maior jogador britânico da história. Ao lado de Bobby Charlton e Dennis Law, o norte-irlandês dominou a Europa com o Manchester United ao conquistar a Copa dos Campeões da Europa em 1967-68 e iniciou a mística da camisa 7 no clube de Old Trafford. Era chamado de 'O Quinto Beatle', em alusão ao seu estilo e talento. Foi autor de frases inesquecíveis, como: “Em 1969, eu abri mão de mulheres e bebidas e foram os piores 20 minutos da minha vida.”
Di Stefano: maior jogador da história do Real Madrid, o argentino foi prejudicado pelo hiato na realização da Copa do Mundo devido à Segunda Guerra Mundial. Após o sucesso na capital espanhola, naturalizou-se e foi convocado para defender a Espanha na Copa do Mundo de 1962, mas se machucou e não disputou nenhum jogo. Com a camisa merengue, conquistou cinco vezes a Copa dos Campeões da Europa.
Único país a ter disputado todas as Copas do Mundo, é raro encontrar um grande craque que nunca tenha defendido a Seleção no maior torneio do futebol. No entanto, injustiças sempre são feitas – seja por escolhas humanas ou pelo acaso do destino. Abaixo, alguns jogadores brasileiros que nunca jogaram uma Copa do Mundo.
Alex: o craque do Coritiba, que também brilhou por Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce, estava em grande fase antes da Copa do Mundo de 2002 e já havia tido sucesso sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari na época de Palmeiras. Mesmo assim, Felipão não incluiu o jogador em sua lista. Em 2006 já estava na história do Fenerbahce, ainda em grande fase, mas não foi incluído entre os convocados.
Dirceu Lopes: até hoje uma das grandes polêmicas quando o assunto é a Copa do Mundo de 1970. Craque do Cruzeiro, Dirceu Lopes era constantemente convocado para a Seleção quando João Saldanha era o técnico. Depois que Zagallo assumiu o comando do time o jogador foi cortado e não disputou o campeonato no México.
Evaristo de Macedo: craque do Flamengo na década de 1950, ídolo tanto do Barcelona quanto do Real Madrid. As credenciais de Evaristo de Macedo são de respeito. No entanto, o atacante não teve muitas chances na seleção brasileira depois que passou a atuar no futebol espanhol, em 1957, exatamente um ano antes de o Brasil conquistar o mundo pela primeira vez.
Heleno de Freitas: o primeiro “bad-boy” do futebol brasileiro não teve sorte. O seu auge como jogador aconteceu na década de 1940, quando a Copa do Mundo estava suspensa por causa da Segunda Guerra Mundial. Em 1950, haviam alguns que defendiam sua convocação, mas o atacante já começava a entrar nos estágios mais avançados da sífilis que lhe custou a vida anos depois.
Friedenreich:El Tigre foi o primeiro grande craque da história do futebol brasileiro. No entanto, o desentendimento entre as federações paulista e carioca acabou impedindo o Brasil de disputar a Copa de 1930 com seus principais nomes. Dos jogadores paulistas, apenas Araken disputou aquele torneio.
O encontro entre Portugal e Suécia, na repescagem europeia da Copa do Mundo, não definiu apenas os portugueses como mais uma seleção no torneio que será realizado no Brasil. A partida decretou que Cristiano Ronaldo deverá ser mais um craque a desfilar sua habilidade nos gramados brasileiros, enquanto Zlatan Ibrahimovic será a grande ausência.
Ainda falta muito para o início do certame. Os principais nomes das maiores seleções ainda estão sujeitos a lesões, mas a certeza deste final de ano é triste para o camisa 10 do Paris Saint-Germain, que não vai calçar as chuteiras quando a bola rolar no Brasil em junho do próximo ano.
No entanto, olhando em perspectiva, o cenário não é tão trágico para o atacante sueco. Ibrahimovic participou de duas Copas do Mundo: 2002 e 2006. Na história do futebol, vários craques não tiveram a mesma chance. Neste especial, o Goal lembra alguns dos grandes nomes que nunca chegaram a jogar uma Copa do Mundo.
| ESTRANGEIROS: Ryan Giggs, George Weah, Valentino Mazzola, George Best... |
Ryan Giggs: jogador mais vitorioso da história do Manchester United, Ryan Giggs ainda joga e é craque, mas o fato de ter defendido a seleção do País de Gales não ajudou para que o interminável camisa 11 dos Red Devils conseguisse disputar uma Copa do Mundo.
Weah, com a Bola de Ouro e melhor jogador do mundo, em 1995 |
George Weah: um dos maiores jogadores africanos da história, Weah nasceu na Libéria e nunca aceitou se naturalizar francês. Eleito melhor jogador do mundo em 1995, ajudou o Milan a conquistar duas vezes o Campeonato Italiano. Também jogou no Mônaco, Paris Saint-Germain, Chelsea e Manchester City. Detalhe: quando nenhum destes era multimilionário. Encerrou sua carreira no Al Jazeera, dos Emirados Árabes Unidos, em 2003.
Cantona: grande nome do futebol francês no início dos anos 90, o polêmico ídolo do Manchester United já havia colecionado alguns problemas com a seleção nacional antes de a mesma falhar em se classificar para as Copas de 1990 e 1994. Encerrou sua carreira em 1997, um ano antes de os Bleus conquistarem o mundo em casa.
Abedi Pelé: a habilidade do meia-atacante ganês com a bola era tanta, que Abedi Ayew passou a ser chamado de Abedi Pelé. Até hoje é o maior ídolo do futebol de Gana, e pelo seu país, quando tinha apenas 17 anos, ajudou na conquista da Copa das Nações Africanas de 1982. Na temporada 1992-93 brilhou no Olympique de Marseille que conquistou a Champions League, até hoje um feito único no futebol francês. Se aposentou em 2000, no Al Ain, dos Emirados Árabes.
Ian Rush: maior goleador da história do Liverpool, o galês sabia que dificilmente conseguiria disputar uma Copa do Mundo. Com a camisa dos Reds, ganhou cinco vezes o Campeonato Inglês, quatro Copas da Inglaterra, cinco Copas da Liga Inglesa e duas vezes a Copa dos Campeões da Europa (atual Champions League).
Valentino Mazzola: um dos tristes casos em que uma tragédia interrompe o que poderia ter sido uma carreira brilhante. O meia-atacante era o capitão e principal jogador do Torino que dominou o futebol italiano na década de 1940. No entanto, o desastre na Basílica de Superga, acidente aéreo que culminou na morte de todo o time do Torino, em 1949, abreviou sua história no futebol.
Best não conseguiu defender a Irlanda do Norte em Copas do Mundo |
George Best: mulherengo, beberrão, fanfarrão e craque. Best é, para muitos, o maior jogador britânico da história. Ao lado de Bobby Charlton e Dennis Law, o norte-irlandês dominou a Europa com o Manchester United ao conquistar a Copa dos Campeões da Europa em 1967-68 e iniciou a mística da camisa 7 no clube de Old Trafford. Era chamado de 'O Quinto Beatle', em alusão ao seu estilo e talento. Foi autor de frases inesquecíveis, como: “Em 1969, eu abri mão de mulheres e bebidas e foram os piores 20 minutos da minha vida.”
Di Stefano: maior jogador da história do Real Madrid, o argentino foi prejudicado pelo hiato na realização da Copa do Mundo devido à Segunda Guerra Mundial. Após o sucesso na capital espanhola, naturalizou-se e foi convocado para defender a Espanha na Copa do Mundo de 1962, mas se machucou e não disputou nenhum jogo. Com a camisa merengue, conquistou cinco vezes a Copa dos Campeões da Europa.
| Outros: Bernd Schuster, Petkovic, Alberto Spencer, Horst Blankenburg, Armando Picchi, Mario Corso, Laszlo Boloni, Nolberto Solano, Claudio Pizarro, Abou Trika, Godfrey Chitalu, David Ginola, Faas Wilkes, Liam Brady, Adolfo Pedernera, Angel Labruna, Fernando Peyroteo |
| BRASILEIROS: Alex, Evaristo de Macedo, Heleno de Freitas, Dirceu Lopes... |
Único país a ter disputado todas as Copas do Mundo, é raro encontrar um grande craque que nunca tenha defendido a Seleção no maior torneio do futebol. No entanto, injustiças sempre são feitas – seja por escolhas humanas ou pelo acaso do destino. Abaixo, alguns jogadores brasileiros que nunca jogaram uma Copa do Mundo.
Alex: o craque do Coritiba, que também brilhou por Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce, estava em grande fase antes da Copa do Mundo de 2002 e já havia tido sucesso sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari na época de Palmeiras. Mesmo assim, Felipão não incluiu o jogador em sua lista. Em 2006 já estava na história do Fenerbahce, ainda em grande fase, mas não foi incluído entre os convocados.
Dirceu Lopes: até hoje uma das grandes polêmicas quando o assunto é a Copa do Mundo de 1970. Craque do Cruzeiro, Dirceu Lopes era constantemente convocado para a Seleção quando João Saldanha era o técnico. Depois que Zagallo assumiu o comando do time o jogador foi cortado e não disputou o campeonato no México.
Heleno viveu o auge de sua carreira na década sem Copa do Mundo |
Heleno de Freitas: o primeiro “bad-boy” do futebol brasileiro não teve sorte. O seu auge como jogador aconteceu na década de 1940, quando a Copa do Mundo estava suspensa por causa da Segunda Guerra Mundial. Em 1950, haviam alguns que defendiam sua convocação, mas o atacante já começava a entrar nos estágios mais avançados da sífilis que lhe custou a vida anos depois.
Friedenreich:El Tigre foi o primeiro grande craque da história do futebol brasileiro. No entanto, o desentendimento entre as federações paulista e carioca acabou impedindo o Brasil de disputar a Copa de 1930 com seus principais nomes. Dos jogadores paulistas, apenas Araken disputou aquele torneio.
| Outros: Dener, Evair, Marcelinho Carioca, Amoroso, Canhoteiro, Tesourinha, Jardel, Djalminha |
