Etienne Vaessen compartilhou no site do FC Groningen um longo comunicado sobre os acontecimentos durante e após o duelo da Liga das Nações entre Guatemala e Suriname (1 a 0).
Na madrugada de segunda para terça-feira, o clima esquentou na partida entre Guatemala e Suriname. A seleção mandante venceu por 1 a 0 nos minutos finais, depois que Richonell Margaret foi expulso pelo árbitro.
Após o apito final, rapidamente começaram a circular nas redes sociais imagens de Vaessen trocando socos com vários jogadores e membros da comissão da Guatemala. Ele também fez um gesto obsceno para o público ao deixar o gramado.
Por meio do site de seu clube, o FC Groningen, ele deu uma explicação para seu comportamento. “Eu deveria ter sido sensato e deveria ter saído dali. Mas defendi meus companheiros de equipe, e isso, na minha opinião, é algo muito humano. Como ser humano, você é vulnerável quando sofre uma injustiça e quando nada é feito contra isso.”
Segundo Vaessen, os jogadores e as comissões técnicas das duas seleções haviam combinado que, por causa do racismo, sairiam imediatamente de campo após a partida. Houve até mesmo a possibilidade de o duelo ser interrompido. Os jogadores da Guatemala também já haviam pedido desculpas durante a partida pelo comportamento de seus torcedores.
Quando a seleção, porém, conseguiu vencer a partida nos acréscimos, o clima mudou. “Eles marcaram o gol da vitória pouco antes do fim e, após o apito final, mesmo assim foram agradecer longamente ao público. Quando fomos pedir explicações, nos chamaram de ‘shit country’ e começou um empurra-empurra. Deveríamos ter mantido o controle e ficado longe dessa situação, mas infelizmente não conseguimos.”
“Fomos provocados desde o primeiro minuto e gritaram para nós as coisas racistas mais terríveis. Era como se estivéssemos jogando futebol dentro de uma jaula, da qual não podíamos escapar”, disse Vaessen.
O goleiro conclui dizendo que está feliz por estar de volta ao Groningen. No próximo domingo, está marcado o duelo fora de casa com o Excelsior, em Roterdã.

