Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, declarou que o clube tem que assumir responsabilidade sobre o incêndio ocorrido na semana passada, no Ninho do Urubu, que matou dez jogadores da categoria de base.
“É obvio que tem responsabilidade. Isso nem é motivo de manchete, é só uma questão de bom senso”, afirmou em entrevista ao Uol Esporte. “Só o fato de ter ocorrido um incêndio quando os garotos estavam no clube já traz a responsabilidade. O clube não está fugindo das responsabilidades como dá para ver das entrevistas do presidente. Agora, se poderia usar parede de poliuretano ou não, se foi um curto-circuito ou não, quem vai dizer é a perícia”.
O dirigente também comentou sobre a falta de alvará do Flamengo para utilizar aquela área do CT como alojamento, afirmando que estava próximo de conseguir tal aprovação e que cumpriu todas as normas.
“O projeto dizia que ali seria o estacionamento. Aí os contêineres iam perder a finalidade. Isso não tem nada a ver com o alvará dos bombeiros do CT como um todo. O comandante dos bombeiros já falou que estava em vias de ser dado (alvará). O que faltava era só a licença dos bombeiros. Todo mundo passava por ali e via. Não é crível que ninguém tivesse conhecimento daquilo lá”, afirmou.
Bandeira também falou sobre uma ordem de interdição que chegou ao Flamengo em 2017.
“Estou sabendo agora que chegou em 2017 uma ordem que se referia ao CT inteiro. A prefeitura fez provavelmente porque não tinha a licença dos bombeiros. Falava em interdição. Agora é surreal pensar que a prefeitura tenha uma ordem de interdição e o local continue funcionando. O prefeito esteve diversas vezes conosco, inclusive representantes da prefeitura estiveram no CT. Nem eu e talvez nem ele tínhamos conhecimento desta interdição. Fomos surpreendidos agora porque soubemos que tinha esse documento do final de 2017”, concluiu.





