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Divisão: nova crise atinge o Chelsea

O Chelsea enfrenta a possibilidade de uma grande mudança na sua estrutura acionária, depois que relatos revelaram que Todd Boehly e Mark Walter estudam vender suas participações à empresa "Clearlake Capital", o que poderia conceder a esta última o controle total do clube.

A aliança formada por Boehly, Walter e Hansjörg Wyss havia se unido à Clearlake na compra do Chelsea de Roman Abramovich, em 2022. A Clearlake pagou 61,6% do valor da transação, enquanto Boehly, Walter e Wyss ficaram com participações menores, mantendo Boehly o papel de rosto público e a presidência do clube.

Segundo o The Guardian, o valor do Chelsea na possível transação pode ser estimado em cerca de 5 bilhões de libras esterlinas.

Caso a venda seja concretizada, Behdad Eghbali e José E. Feliciano, donos da Clearlake, se tornarão os detentores absolutos das decisões dentro do clube.

Esses desdobramentos surgem após anos de tensão entre os acionistas, apesar das declarações públicas de Boehly de que os sócios concordavam com uma visão unificada. Boehly e Eghbali foram os mais presentes na gestão das decisões diárias, enquanto Walter e Wyss permaneceram relativamente distantes dos holofotes.

O mandato de Boehly como presidente do Chelsea está previsto para terminar ao final da atual temporada, momento em que um representante da Clearlake se prepara para assumir o cargo caso o negócio seja fechado.

Ao longo dos últimos quatro anos, o Chelsea ocupou, em média, a oitava colocação no Campeonato Inglês, com resultados que oscilaram entre a quarta e a décima segunda posição, apesar dos gastos vultosos com contratações.

Boehly iniciou sua gestão intervindo diretamente na área do futebol e gastando cerca de 250 milhões de libras esterlinas em jogadores experientes, entre eles Raheem Sterling e Pierre-Emerick Aubameyang, antes de recuar desse papel e de Eghbali assumir uma responsabilidade maior na direção esportiva.

O clube adotou, em seguida, uma política diferente, baseada na contratação de jogadores jovens e na concessão de contratos longos, mas isso provocou amplas críticas da torcida, especialmente após registrar um prejuízo antes dos impostos de 262,4 milhões de libras esterlinas no exercício encerrado em junho de 2025, o maior da história da Premier League.

Apesar de o Chelsea ter conseguido se classificar para a Liga dos Campeões da Europa e conquistar a Copa do Mundo de Clubes sob o comando de Enzo Maresca, sua saída repentina em janeiro levou a equipe a cair até a décima posição.

O clube inicia uma nova fase com Xabi Alonso, ao lado de uma tendência mais voltada aos jogadores experientes, mas o futuro da propriedade segue em aberto para uma mudança que pode tornar a Clearlake a única responsável pelas decisões e pelos próximos resultados do Chelsea.

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