Johan Derksen comenta em Groeten uit Grolloo a nomeação de Xavi como técnico da seleção holandesa. De Snor faz uma crítica surpreendentemente dura a uma pessoa dentro da KNVB, que esteve envolvida na busca por um novo treinador da seleção.
''Não se pode dizer que ele não tenha um bom currículo'', assim Derksen abre sua análise sobre a nomeação de Xavi como novo técnico da Holanda. ''É um grande nome, embora ainda não tenha feito tanta coisa como treinador, tem pouca experiência. O que joga a favor dele é que cresceu com a filosofia de Cruijff. Então Xavi combinaria bem com a Holanda.''
Para acrescentar em seguida: ''Continuo achando estranho contratar um estrangeiro. Porque considero isso uma acusação contra a própria formação de treinadores da KNVB. E uma acusação contra os treinadores holandeses, por estarem sendo preteridos.''
''Além disso, acho estranho que Nigel de Jong e Clarence Seedorf (membro do Conselho de Supervisão do Futebol Profissional com foco em questões técnico-futebolísticas, red.) simplesmente decidam quem será o técnico da seleção'', diz Derksen, sem se mostrar impressionado com a busca da KNVB por um sucessor de Ronald Koeman. ''E especialmente de Seedorf eu sei que ele é muito rancoroso com várias pessoas do futebol. Que, na visão dele, sempre o atrapalharam. Um sujeito frustrado que tem antipatia por muita gente. E que justamente vai manter essas pessoas do lado de fora.''
''Também é incompreensível que Peter Bosz nunca tenha sido cogitado. Seedorf está insatisfeito com todos os técnicos da seleção com quem trabalhou. Ele teve uma fantástica carreira internacional, mas na seleção holandesa nunca mostrou realmente isso. Por isso acho estranho que ele, com todos os seus ressentimentos, possa decidir quem é o técnico da seleção'', repete Derksen mais uma vez no podcast de segunda-feira.
Por enquanto, Derksen dá a Xavi o benefício da dúvida. ''Mas acho inviável trazer para a Holanda um rapaz hispanofalante para fazê-lo técnico da seleção. Ele não fala inglês, então não consegue se comunicar. Aí vai precisar de um Kluivert ou algo assim como intérprete. Como técnico, se comunicar é na verdade sua maior ferramenta.''
Por fim, o analista de Grolloo observa que De Jong e Seedorf na verdade queriam nomear Michael Reiziger. ''Eles perceberam que ninguém na Holanda entendia isso. E que todo mundo do futebol dizia: ele ainda não tem esse status. Aí ficaram pressionados. Não ousaram empurrar Reiziger, e então passaram a procurar um grande nome. Para calar a opinião pública.''
