O roteiro épico já estava desenhado. O duelo de volta entre Cruzeiro e Grêmio, pela semifinal da Copa do Brasil, tinha vários ingredientes para se tornar um jogo cardíaco, e a expectativa se confirmou no Mineirão, na noite desta quarta-feira (23).
Cruzeiro sem Sassá, sua referência ofensiva. Grêmio sem Geromel, seu principal zagueiro. Os dois maiores campeões da Copa do Brasil. O atual, com cinco títulos, e o segundo, com quatro taças. Grandes jogadores dos dois lados. Mineirão lotado, com mais de 55 mil pessoas, pulsando desde antes do início da partida.
A China Azul cantou, fez balançar o Mineirão e empurrou a Raposa rumo ao avanço à final. No geral, o Cruzeiro foi melhor nos 90 minutos, principalmente no segundo tempo, mas, como todo bom roteiro épico, a classificação só veio nos pênaltis.
Confira os números do jogo:
E com o avanço, veio a vingança e o retorno de uma freguesia. Na última temporada, o Grêmio eliminou o Cruzeiro justamente nas semifinais da Copa do Brasil. Depois, na final, bateu o Atlético-MG e conquistou seu quinto título do mata-mata nacional. Neste ano, a Raposa deu o troco no mesmo estágio da competição, e irá disputar a decisão com o Flamengo.
Até 2016, o Cruzeiro tinha vencido todos os confrontos entre os times em mata-matas, eliminando o Grêmio da Taça Brasil de 1966, da Copa do Brasil de 1993 e da Copa Libertadores em 1997 e 2009. No ano passado, porém, no torneio nacional eliminatório, o Tricolor enfim levou a melhor, mas neste ano, a freguesia voltou.




