O Real Madrid recebeu um alerta sobre o cenário sombrio que o espera nesta temporada. Fazendo referência ao que aconteceu com a seleção da França na semifinal da Copa do Mundo de 2026, quando parecia que iria conquistar o mundo com um quarteto ofensivo imbatível, ela esbarrou no muro da Espanha e caiu sem se dar conta do que havia acontecido.
O analista Marcos López disse, no programa "El Sanedrín", pela "Carrusel", que aquela partida em que a seleção de Luis de la Fuente, comandada por Rodri, esmagou a França ficará gravada na memória, pois revelou uma verdade futebolística: um ataque assustador, sozinho, não basta diante de um meio-campo dominante.
López considera que o cenário do próximo Clássico se assemelha exatamente àquele confronto. O Barcelona tem o melhor meio-campo, com o retorno iminente de Rodri para reforçar o elenco campeão da liga, enquanto o Real Madrid dispõe de um arsenal ofensivo avassalador com Mbappé, Vinícius, Bellingham e Diomande, mas carece do elemento decisivo que lhe faltou nas duas últimas temporadas sem títulos: o meio-campista que controla o ritmo da partida.
E acrescentou, questionando: "Todos nós falamos sobre o ataque avassalador do Real Madrid, mas será que é melhor do que o ataque da França na Copa do Mundo? As equipes que contam com quatro atacantes formidáveis precisam de uma estrutura sólida, não apenas na defesa, mas no meio-campo, e é isso que o Real Madrid não tem no momento."
Por sua vez, Tomás Roncero, vice-diretor do jornal "As", tentou amenizar o tom da comparação, considerando que reduzir um projeto esportivo tão ambicioso a uma única partida seria um erro, embora tenha admitido que o jogo entre Espanha e França mostrou como um meio-campo pode superar quatro grandes atacantes, alertando, ao mesmo tempo, que Mourinho possui neste ano "o maior arsenal da Europa".
O analista Bruno Alemany fechou o quadro com uma crítica direta ao planejamento em Madri, afirmando: "Há uma coisa que não entendo. Você tenta contratar o melhor jogador do mundo em sua posição e, quando ele recusa, não contrata um substituto nem tem um plano alternativo. Do ponto de vista do planejamento esportivo, isso não faz sentido", em referência ao fracasso do Real Madrid em contratar Rodri ou um jogador com suas características, passo que poderia dar ao Barcelona uma vantagem decisiva na disputa pela hegemonia nacional.
