É hora do jogo de culpa começar. O Chelsea pode não participar da Champions League, na próxima temporada, após derrota, em casa, por 3 a 1, para o Tottenham - que não vencia em Stamford Bridge desde fevereiro de 1990.
Com oito pontos atrás dos Spurs (64 a 56), em quinto, e apenas sete jogos restantes, as expectativas dos Blues de fechar essa lacuna são escassas.
O futuro de Antonio Conte já estava em sérias dúvidas. Não é de se admirar que ele tenha entrado na sala de imprensa tão melancólico, quanto nunca esteve, enquanto conduzia uma dolorosa coletiva sobre a grande partida de Dele Alli.
O técnico do Chelsea foi um herói na última temporada após levar o clube ao título da Premier. Porém, com a frustração no mercado de transferências do ano passado, Conte sucumbiu ao tentar defender o título inglês.
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Gettty ImagesEle pode ter se distanciado do processo de tomada de decisões, mas a hierarquia do clube não está feliz com a estratégia do italiano de apontar os dedos para os outros.
Após o jogo de domingo (01), o ex-técnico da Juventus disse que tem aproveitado ao máximo os jogadores nesta temporada, insinuando que eles não são mais bons o suficiente para lutar pela vaga dos Spurs na tabela.
"Tenho certeza disso porque estamos trabalhando", disse Conte. "Estamos trabalhando muito e muito bem, e o compromisso dos jogadores é total. Apesar disso, permanecemos nessa posição. Devemos estar um pouco preocupados, sim", acrescentou.
Enquanto isso, o amigo de Conte, Gianluca Vialli, disse que o treinador do Blues "não pode esperar para deixar o Chelsea". O Manchester City e United estão operando em um mercado financeiro diferente dos Blues, já Liverpool e Tottenham se aproveitaram de sua estabilidade a longo prazo.
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Getty ImagesContrastes
O italiano assinou um novo contrato ano passado, e simplesmente aceitou um aumento salarial, sem prolongar a duração do acordo, que expira em 2019. Em contraste, o chefe do Spurs, Mauricio Pochettino, e seu colega do Liverpool, Jurgen Klopp, seguem bem dentro dos respectivos clubes.
O problema é que Conte trouxe mais tensão para um clube já caótico.
O atrito entre o técnico e a hierarquia do Chelsea começou depois que ele enviou uma mensagem de texto para o brasileiro Diego Costa (hoje no Atlético de Madrid), dizendo que ele não era mais necessário à equipe. Costa sabia que ele estava saindo do clube, após ser pressionado nas duas janelas de transferências anteriores.
Além disso, o treinador ficou frustrado com a recusa do clube em contratar uma série de jogadores mais velhos. Quando os Blues tiveram como alvo as opções preferidas do seu treinador - Alex Sandro, da Juventus, Kalidou Koulibaly, do Napoli, e Radja Nainggolan, da Roma, por exemplo -, não houve sucesso nos negócios.
Dos oito jogadores que assinaram, apenas Antonio Rudiger era do 'padrão' esperado. Enquanto isso, cinco chegaram lesionados ou recém recuperados de lesão.
O Chelsea gastou muito dinheiro, mas em termos de gastos líquidos, eles ficaram muito atrás do Manchester City. Conte queria Alexis Sánchez, do Arsenal, mas quantia salarial oferecida pelo Manchester United travou tudo.
Futuro
O Paris Saint-Germain e a seleção italiana são as principais opções para o Conte, depois do Chelsea. Enquanto isso, os Blues devem procurar alguém que possa trabalhar com orçamentos menores.
Além disso, é necessário alguém que possa integrar o incrível talento da base do clube, além de aproveitar, ao máximo, o sistema de empréstimos do clube. O Chelsea precisa ser paciente com essa pessoa e não colocar uma espada sobre sua cabeça para ganhar troféus.
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(Fonte: Getty Images)
Getty ImagesIronicamente, eles precisam de alguém como Pochettino, que está comprometido em melhorar os Spurs gradualmente, apesar das limitações que ele enfrenta com o Tottenham.
Pode ser um longo caminho para a recuperação do Chelsea.

