"Não sabemos mais defender. A fase defensiva é pouco trabalhada. Ainda não vi nesta seleção a raiva de recuperar a bola. Amo a seleção de maneira louca; até em casa eu fico de pé para o hino, mas não lamento não tê-la treinado." Com Gianni Valenti, vice-diretor executivo da Gazzetta e diretor científico do Festival dello Sport de Trento, Fabio Capello relembrou sua carreira: como jogador, quatro Scudettos e a experiência na seleção; como treinador, cinco Scudettos e uma Copa dos Campeões entre Milan e Roma, a experiência em Madri e a como técnico da seleção, as passagens por Inglaterra, Rússia e China. "Os treinadores têm pouca coragem para fazer os jovens jogarem, quando eles deveriam ser testados para serem avaliados. Os garotos precisam poder mostrar suas qualidades e, em vez disso, maiores oportunidades são dadas aos estrangeiros.
No plano do jogo, aposta-se na posse de bola e os jogadores são desencorajados a ousar, a verticalizar. Gostaria de ver o futebol italiano voltar a ser o que era e o que nos deixava orgulhosos. Hoje não tenho tanta confiança, não há humildade para entender para onde ir todos juntos." Por fim, com o encontro formalmente encerrado, Capello voltou a falar porque, explicou, "Isso eu realmente preciso dizer: deixem que os jovens se divirtam jogando futebol. Treinei as categorias de base por cinco anos. No início do ano futebolístico eu reunia os pais e dizia: não quero ouvi-los gritar contra o árbitro, os adversários ou outros. Se isso acontecer, seu filho não joga."

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