O São Paulo terá um custo extra de R$ 2,7 milhões pelo empréstimo de Artur. O atacante atingiu uma das metas de utilização previstas no contrato com o Botafogo e ativou uma cláusula que obriga o Tricolor a reembolsar o clube carioca por parte dos salários do jogador.
Quando Artur chegou ao Morumbi, em março, ficou definido que o Botafogo continuaria responsável por 40% dos vencimentos do atleta, enquanto o São Paulo arcaria com os outros 60%. O acordo, porém, previa a possibilidade de o clube paulista devolver essa quantia conforme o atacante alcançasse determinadas metas de participação em jogos.
A cláusula estabelecia dois níveis de utilização: no primeiro, o Tricolor teria de reembolsar apenas uma parte do valor pago pelo Botafogo. No segundo, atingido por Artur, o ressarcimento seria integral. Segundo o UOL, os R$ 2,7 milhões serão pagos em dez parcelas, a partir de 2027.
A situação financeira do São Paulo fez com que os clubes negociassem o parcelamento da dívida, já que o Tricolor não tem condições de quitar o montante de uma só vez. O compromisso, portanto, seguirá gerando despesas mesmo após o encerramento do vínculo de empréstimo, válido até o fim desta temporada.
A permanência de Artur no Morumbi também é considerada difícil neste momento. Embora o atacante tenha manifestado o desejo de continuar no clube, o contrato prevê uma opção de compra de 6 milhões de euros (cerca de R$ 36,5 milhões) por 60% dos direitos econômicos, valor elevado para a atual realidade financeira são-paulina.
Em campo, o jogador conquistou espaço e se tornou uma das peças mais utilizadas por Dorival Júnior. Desde sua chegada, soma 33 partidas pelo Tricolor, com cinco gols e cinco assistências.







