Goal.comAlex quer voltar aos gramados. Quase um ano e meio depois de ter anunciado a aposentadoria, o ex-zagueiro se sente melhor fisicamente e já vislumbra uma nova oportunidade na vitoriosa carreira, de preferência na Europa. Não está 100% recuperado de uma cirurgia no joelho direito, feita em fevereiro de 2017, mas acredita que, com boa uma pré-temporada, pode jogar pelo menos mais um ano.
Decidir pendurar as chuteiras não foi uma decisão fácil, principalmente após negociações frustradas com Porto e Santos, ambas no segundo semestre de 2016. Ficar parado durante tanto tempo (dois anos) tem sido ainda pior para o antigo defensor, hoje com 35 anos. Até por isso, tenta matar a saudade do futebol jogando futevôlei com amigos em Portugal, onde mora há cerca de cinco meses.
Recordar - e explicar - velhas e controversas histórias também ajudam na reaproximação do mundo da bola. Pediu R$ 1 milhão por mês para encerrar a carreira no Peixe? Felipão foi mesmo "fritado" na Inglaterra? Esteve perto de acertar com o Arsenal depois de ter sido afastado injustamente por André Villas-Boas no Chelsea? Existiu uma "panelinha" liderada por John Terry e Frank Lampard? Houve muita desconfiança na chegada de Marquinhos ao PSG? Ibrahimovic sente prazer em criar polêmicas?
Como está o processo de recuperação depois da cirurgia no joelho direito?
Graças a Deus estou me recuperando bem, me sentindo melhor a cada dia. Claro que não é fácil, porque tenho que treinar e fazer academia todos os dias. É preciso fortalecer.
Mesmo depois de dois anos parado (última partida foi pelo MIlan, em maio de 2016), ainda podemos dizer que está em processo de recuperação?
Ainda não estou 100%, estou me recuperando aos poucos. É uma lesão de cartilagem, é preciso tomar um pouco mais de cuidado. É bom evitar exageros na recuperação, os impactos podem causar preocupação no dia seguinte. Mas estou conseguindo administrar bem isso.
Você anunciou a aposentadoria no fim de 2016... A decisão está mantida?
Naquele momento, eu e a minha esposa sentamos e, pelo que conversamos com os médicos, sentimos que seria muito difícil continuar jogando num nível profissional, então decidimos anunciar que eu estava parando. Hoje já não vejo assim, pelos treinos que venho fazendo, pela recuperação... Demorou um pouco mais do que o esperado, já qu a recuperação estava prevista para nove meses, mas, felizmente, voltei a me sentir bem. Tenho treinado mais na areia, estou melhor e confiante. Se me sentir ainda melhor e aparecer alguma possibilidade, gostaria muito [de voltar a jogar]. Parar é a decisão mais difícil na vida de um jogador.
Mas quais são os planos concretos a curto prazo?
Seria interessante jogar aqui mesmo na Europa, pegar o começo da próxima pré-temporada. Ainda tem dois a três meses pela frente, pretendo treinar mais e me sentir melhor, sem dores no joelho. Quero fazer uma pré-temporada e, se Deus quiser, jogar uma temporada. Claro que não será fácil, já que são dois anos parado. O futuro a Deus pertence, e nunca deixei de me colocar à prova. Gostaria de provar mais uma vez.
A parte física é importantíssima, mas como tem lidado com o lado psicológico?
É sempre muito difícil procurar tentar mais uma vez, e talvez acabar não conseguindo. Tenho a cabeça boa para isso, a minha família sempre me ajudou muito. A minha vontade também é a vontade dela. Preciso estar preparado para tentar e, possivelmente, acontecer de não dar certo.
Por morar hoje em Portugal, com a família já adaptada, gostaria de ficar e jogar no futebol português?
Seria muito bom. Estou há cinco meses em Portugal, mas já estou adaptado. Portugal é um país de fácil adaptação. Gostaria, sim, de voltar a fazer o que gosto aqui.
Você chegou a negociar com o Santos antes de anunciar a aposentadoria, mas, mesmo tendo treinado lá, acabou não sendo contratado. O que aconteceu exatamente?
Voltei para o Brasil em junho de 2016, vindo de uma temporada no Milan. O meu contrato tinha acabado, então estava com algumas propostas na mesa. Mas moro em Santos, sempre tive contato com o Santos... Resolvi fazer um tratamento no clube, e neste mesmo período começamos a negociar. Chegamos a ter uma conversa bem adiantada. Falaram muito de salário alto, de valores... Acredito que, se não fosse pelo problema físico, teria ficado lá mesmo. Encerrar a carreira no Santos era a minha vontade. Acabou não dando certo por causa do meu joelho.
Muitas pessoas culparam a questão financeira para o acordo não ter sido fechado...
Não houve acordo por causa de questões físicas. Não sei de onde saiu tanta informação, vi gente dizendo que eu queria ganhar R$ 1 milhão por mês, algo que nem no Milan eu ganhava. Conheço a realidade do Santos, um clube que sempre declarei ser torcedor. Sabia das dificuldades do clube naquele momento, tinha conhecimento também do teto salarial. O salário que o presidente me ofereceu era muito bom. Isso de R$ 1 milhão, R$ 500 mil... Esquece isso, nunca existiu.
Antes do Santos, houve uma negociação avançada com o Porto. O problema no joelho também foi o culpado pelo fracasso da transferência?
Tive uma proposta do Porto, acertamos tudo, tanto a parte financeira como o tempo de contrato. Antes de sair do Brasil, vale lembrar, alertei sobre o meu problema. Me mandaram viajar assim mesmo, para fazer testes em Portugal. Vim, mas acabou não dando certo. Fui reprovado nos exames médicos por causa do problema no joelho.
Foi mais frustante para você, por ter sido reprovado, ou para o Porto, por ter visto um negócio cair de última hora?
Foi mais frustrante para eles, porque realmente não sabiam a fundo, pensavam que seria uma coisa mais fácil de resolver. Vi que eles ficaram muito animados, e eu também fiquei bastante animado. Infelizmente não aconteceu, foi triste voltar para casa e deixar passar a oportunidade de jogar mais um ou dois anos num grande clube como o Porto.
Como fica a cabeça de um jogador ao ser reprovado num exame médico?
Olha, depende muito do departamento médico de cada clube. Eu, quando saí do Chelsea para o PSG... Já tenho esse problema há dez anos. Mas, no PSG, o [Carlo] Ancelotti já me conhecia da época do Chelsea, fui contratado a pedido dele. Nós, e os médicos também, sabíamos da necessidade de alguns cuidados. Era uma lesão que me permitia jogar por muito tempo ainda, prova disso é que depois fui para o Milan, onde passei nos exames e joguei duas temporadas. É mais uma questão de departamento médico mesmo, não é culpa de ninguém. Até poderia ter fechado com o Porto, mas talvez não conseguisse jogar.
O Chelsea é o clube onde você foi mais feliz?
Sim, com certeza. Foi onde joguei mais tempo também, né? Cheguei muito novo, empolgado para jogar... Vim de boas temporadas no PSV e encontrei um Chelsea com excelentes jogadores, vários deles badalados. O Chelsea disponibiliza tudo o que um jogador precisa, o clube oferece de tudo. Um jogador jamais pode sair do Chelsea reclamando da estrutura.
O David Luiz é o único brasileiro da sua época que continua no Chelsea. Saiu, mas voltou... Procura acompanhá-lo com mais atenção?
Acompanho, sim. Ele está há dois ou três meses sem jogar, com um problema no joelho. Esteve muito bem no ano passado, deu certo no esquema do Conte com três zagueiros. Tem muitos zagueiros que gostam de jogar nesta formação. O David se saiu muito bem como líbero, mas infelizmente não começou bem a atual temporada. Não sei ao certo o que aconteceu, provavelmente teve algum problema, por isso acabou indo para o banco de reservas. Sigo na torcida por ele, acompanho sempre. É um grande amigo, uma grande pessoa.
Acredita que o melhor para o David Luiz é sair do Chelsea?
É difícil falar, a cada dia você pode se surpreender... Não sabemos ainda se o treinador [Conte] vai continuar. Às vezes chega um treinador novo, e o jogador acaba por receber mais oportunidades. O David Luiz é um jogador experiente. Por mim, ele não deveria sair, porque o Chelsea é um clube excepcional. Acho que deveria permanecer e tentar mais uma vez. Pela qualidade que tem, pelo jogador que é, as oportunidades vão aparecer.
Apesar de ser reserva no Chelsea e também ter perdido espaço na seleção brasileira, ainda vê o David Luiz como um dos principais zagueiros do mundo?
SIm, ainda vejo. Vi grandes jogadores, principalmente na minha posição, que perderam espaço, como o próprio John Terry, um jogador que naquela época sempre coloquei como o melhor do mundo da posição. Ele, por lesão e algumas outras coisas, também perdeu espaço. O David ainda é um grande zagueiro, e não é tão velho [risos]. Ele pode dar a volta por cima.
Você participou de um Chelsea que marcou toda uma geração... Apesar de ainda fazer grandes investimentos, acha que o clube perdeu um pouco a identidade?
Todas as equipes perdem um pouco [a identidade], principalmente quando você vê sair nomes como Lampard e Terry, dois jogadores que amavam o clube, eram torcedores de verdade e tinham muito carinho e respeito pela camisa que vestiam. É difícil trazer outros jogadores e fazer com que eles sintam o mesmo. É sempre bom ter atletas que são líderes e estão no clube desde cedo.
Estes mesmos líderes do Chelsea são acusados até hoje de terem comandado uma "panelinha". Como era a relação deles com os brasileiros e os recém-contratados?
Não tinha isso... Eu, logo no primeiro dia, fui recebido por Drogba e Shevchenko. O meu primeiro treino foi logo com eles. Eu não falava nem sequer uma palavra em inglês, mas ainda assim me receberam muito bem e mostraram todo o centro de treinamento. No dia seguinte, quando encontrei o restante do grupo, também fui muito bem recebido. Existem muitas coisas que falam... Eu, e te dou a minha palavra, digo que nunca existiu nada disso. Não havia isso de panelinha, principalmente sob o comando do Mourinho, que é um treinador que não aceitava isso.
Escutamos com frequência que o Felipão foi "fritado" no Chelsea. Ele, de fato, foi queimado?
Foi o trabalho dele, não ele como pessoa. Vi que muitos jogadores reclamavam do estilo de treino dele. O Felipão ganhou tudo na carreira, mas tinha aquele método próprio de treino. Na Inglaterra, principalmente na pré-temporada, existe muito trabalho com bola, mas aí ele chegou com o jeitão dele e botou os jogadores para correrem. O começo do trabalho não foi bem aceito pelo elenco. Mas não vi nenhum tipo de trairagem, de jogador levando a situação para os dirigentes... O time até teve um bom início de temporada, mas depois começou a cair de produção. No Chelsea nunca houve muito isso de paciência, principalmente com os treinadores.
É certo dizer que o Mourinho é "8 ou 80"? Ou você ama ou você odeia...
Pensava exatamente o mesmo, principalmente quando cheguei no Chelsea. Tinha 24 anos, cheio de receios, tendo escutado e lido muita coisa antes sobre ele na imprensa... Mas encontrei uma pessoa que me ajudou muito. Trabalhamos apenas três meses juntos, ainda assim ele acrescentou muito na minha carreira. Fiquei muito surpreso por encontrar um Mourinho que era totalmente ao contrário daquilo que falavam e escreviam.
Como foi deixar o Chelsea e ir para o PSG? A saída foi um pouco conturbada...
Eu, para falar a verdade, não acompanhava o futebol francês, assistia muito pouco. Falavam muito do Marselha, do Lyon... Quando recebi a ligação do Carlos Ancelotti, que havia sido meu treinador no Chelsea, foi então que pesquisei algumas coisas sobre o clube. Acreditei no projeto e aceitei a oferta. Na época, a diferença do Chelsea para o PSG era muito grande. Hoje a estrutura mudou muito, do estádio até o centro de treinamento.
O que aconteceu entre você e o André Villas-Boas, que foi o treinador responsável por tê-lo afastado do Chelsea?
O trabalho de campo dele era muito bom, os jogadores aceitaram bem. Tem um estilo parecido com o do Mourinho. Eu acabei sendo afastado por ele, mas até hoje tenho comigo que não cometi erro algum, nem contra o time e nem contra ele. Eu e o Anelka acabamos afastados, fomos treinar separadamente. Mas são coisas do futebol, já passou...
Ele achou que vocês estavam atrapalhando ou prejudicando o grupo?
Num dia, depois de termos perdido um jogo, onde eu não havia tido culpa em nenhum dos gols, ele chamou a mim e ao Anelka e resolveu nos afastar. Não perguntei o motivo, simplesmente aceitei. Da minha parte, preferi pedi para sair e ir para outro clube. Não queria arrumar confusão, e foi o que fiz. Treinei um período sozinho com o Anelka e depois acabei saindo.
Com certeza não foi o cenário mais ideal para sair do futebol inglês...
Claro, não esperava tudo aquilo. Não esperava nem sequer sair do Chelsea. O que a gente comentou muito na época era a falta de respeito dele, principalmente com o Lampard. Colocava o Lampard na reserva e simplesmente não falava nada. Jogadores como o Lampard, o Terry, não é que você tenha a necessidade de se justificar para eles, mas é importante ter uma conversa. Também vi Ancelotti e Guus Hiddink colocando jogadores importantes na reserva, mas sempre conversavam com eles.
Chegou a negociar com o Arsenal antes de deixar o Chelsea?
Sim, exatamente quando estava para sair. Estava afastado no Chelsea e acabei por receber uma ligação de um diretor do Arsenal, que me perguntou o valor do meu salário, se teria interesse... A conversa foi muito rápida, mas ele não voltou a ligar. No fim, acabei acertando com o PSG.
Aceitaria trocar o Chelsea pelo Arsenal, mesmo sendo um rival?
A vontade não era sair do Chelsea, mas estava treinando separadamente. Não estava sendo fácil. No início, treinávamos eu e o Anelka, mas aí ele acabou saindo, e eu fiquei sozinho. Se tivesse surgido uma proposta boa do Arsenal, eu aceitaria. Não era um desejo trocar o Chelsea pelo Arsenal, mas toparia. Queria jogar.
Além do Arsenal, surgiu alguma outra sondagem ou proposta naquele período de afastamento?
Teve o QPR [Queens Park Rangers]. Chegamos a conversar, mas acabei decidindo rejeitar e aguardar mais um pouco. Preferi esperar a abertura da janela de transferências. A diretoria do Chelsea gostava muito do meu trabalho, então dificultou um pouco a negociação, porque queria a minha permanência. Mas era complicado, porque a diretoria queria a minha permanência, mas o treinador não queria.
Já vê um PSG consolidado?
Há três anos que venho acreditando no PSG. É difícil ver que o time ainda não chegou mais longe. Essa temporada, claro, pegou um forte Real Madrid, e olha o PSG até tinha um pouco de favoritismo... Não consigo entender o porquê de o PSG não ir mais longe. Gosto muito do estilo de jogo do PSG, um time que tem o controle da partida. Ainda acredito neles, estão no caminho certo. O problema é que não é fácil conquistar o título da Liga dos Campeões.
O Marquinhos está entre os melhores zagueiros do mundo? Você pegou o início dele no PSG...
É impressionante como ele cresceu, e isso vem muito também de trabalhar ao lado de grandes jogadores. Ele, quando chegou da Roma, admito que não o conhecia muito bem. Porém, logo nos primeiros treinos percebi que ele era um grande jogador. É completo, tem tudo o que buscamos num zagueiro. Tem agilidade, rapidez, salta bem, faz vários gols de cabeça e também é muito técnico. Joga há muito tempo ao lado do Thiago Silva, que, para mim, é top. Ele merece tudo o que está vivendo.
Como tem acompanhado a volta por cima do cima do Thiago Silva? Depois de tudo o que aconteceu na Copa do Mundo no Brasil, além de recentemente ter perdido um pouco de espaço no PSG...
Conheço muito bem o Thiago Silva, sempre falo que é o melhor zagueiro do mundo. Não foi fácil para ele viver tudo o que viveu. Mas esse é o preço que você paga quando joga na seleção brasileira, onde nada é fácil, principalmente depois de perder daquela maneira uma Copa do Mundo dentro do próprio país. Ele ama demais a seleção, ama demais ser capitão, ama demais o país. O maior sonho da vida dele sem dúvida é dar volta por cima sendo campeão de uma Copa do Mundo. Foi triste ver tudo aquilo, ele não merecia. Mas a gente sabe que as coisas funcionam assim...
O Neymar é o jogador certo para liderar o PSG?
Com certeza. Ninguém melhor do que o Neymar, né? A gente acredita muito nele, sabe da capacidade que ele tem. Costuma sofrer algumas lesões, diferentemente, por exemplo, do Cristiano Ronaldo, que é um jogador que machuca pouco. Ele é o cara para levar o PSG ao principal objetivo que é o título da Liga dos Campeões.
Muitos dizem que, para o Neymar ser o melhor do mundo, precisa sair do PSG. Concorda?
Não, não... Muitos dizem que para ser o melhor do mundo é preciso estar no Real Madrid. O mesmo diziam para o Cristiano Ronaldo quando estava no Manchester United. Não vejo assim, depende muito do próprio Neymar. Acredito que ele possa vir a ser o melhor do mundo jogando pelo PSG.
Qual é o nome ideal para ser o treinador do PSG na próxima temporada?
Ancelotti. Ele, para mim, é o nome ideal. Sabe lidar com o grupo, os jogadores respeitam muito e gostam do trabalho dele... É um grande profissional, trabalha muito bem e ajuda todos os jogadores. Acho que tem muito gente no PSG torcendo para que seja ele.
Você citou anteriormente Drogba e Shevchenko, mas também teve o prazer de jogar com Kluivert, Balotelli, Ibrahimovic... Qual foi o melhor?
É uma pergunta muito difícil [risos]. Eu, particularmente, gosto muito mais do Ibra, e olha que não joguei com ele na Inter de Milão e na Juventus, onde viveu as melhores temporadas. Ele é mais completo. Mas é muito difícil de responder, até porque joguei com Drogba e Shevchenko fazendo gols em quase todos os jogos do Chelsea. Eles resolviam os jogos. A pergunta é complicada, mas fico com o Ibra.
Por que o Ibra gosta de ser o dono dos holofotes?
Ele faz tudo isso por alegria, até mesmo a polêmica é criada por alegria. Não é uma pessoa má. Às vezes vai para uma entrevista preparado para criar um polêmica, algo que todo mundo vai ficar falando depois. É um excelente profissional, é um cara que cobra muito dos jogadores que estão mais próximos... Claro que não é fácil jogar ao lado dele, como foi com o Lucas, no PSG, que teve um pouco de dificuldade no começo. O estilo de cobrança dele às vezes assusta.
Você, como antigo companheiro nos tempos de Santos, acredita que Diego e Robinho poderiam ter ido além?
Acho que sim. Não entendi a saída do Robinho do Real Madrid, já que vivia um bom momento dentro de campo. Eu convivia com ele, é verdade, mas não entendi direito o que aconteceu. O Manchester City, na época, vinha com um grande investimento financeiro, mas o Robinho poderia ter permanecido no Real. Já o Diego, esperava um pouco mais dele. Torci quando ele foi negociado com a Juventus, onde teve um período bom, mas não conseguiu manter. Por tudo o que fizeram, principalmente em 2002, se esperava muito mais deles.

