O empate (2 a 2) foi em grande parte justo entre Bayern de Munique e seu visitante Arsenal, na noite desta quarta-feira, no estádio Allianz Arena, pela terceira rodada da Liga dos Campeões da Europa, e revelou um fator positivo comum aos dois times: a profundidade do elenco e a capacidade de compensar as ausências.
Do lado do Bayern, a ausência do astro francês Michael Olise, por suspensão, não teve grande impacto negativo sobre o ataque bávaro, que se mostrou forte como de costume e criou diversas chances, ainda que a eficiência tenha às vezes faltado no toque final.
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A ausência de Joshua Kimmich — por conta da morte de seu pai — também não deixou um vazio no meio-campo do gigante bávaro, já que tanto Aleksandar Pavlović quanto Tom Bischof apresentaram boa atuação, especialmente diante da dificuldade do adversário, que conta com um meio-campo de peso.
Da mesma forma, a aposta de Kompany em Alphonso Davies, como ponta esquerda no lugar de Luis Díaz, não fracassou, pois o canadense marcou o primeiro gol dos donos da casa, firmando seu nome entre as opções disponíveis para essa posição no time bávaro.
Do outro lado, o Arsenal — que não conta com Piero Hincapié, Christos Tzolis e William Saliba por lesão — não pareceu afetado pelas ausências; na verdade, a lesão de seu astro Bukayo Saka no minuto 10, e sua saída precoce, não impediram o time inglês de abrir o placar (1 a 0) por meio do substituto Eberechi Eze, que representou um perigo constante para as defesas bávaras.
O pragmatismo de Kompany
No que diz respeito aos treinadores, Vincent Kompany provou mais uma vez que é capaz de ter realismo e variar suas estratégias quando necessário, especialmente diante de adversários de primeira linha como o Arsenal.
O campeão da Bundesliga jogou o primeiro tempo com relativa cautela, apoiando-se mais nos contra-ataques, o que lhe rendeu o gol de empate (1 a 1) por meio de Davies.
Mas o Bayern se mostrou com uma cara diferente no segundo tempo — especialmente na primeira meia hora dele —, já que dominou a bola e ameaçou o gol do Arsenal várias vezes, conseguindo marcar o gol que o colocou à frente em uma cobrança de pênalti executada por Harry Kane, antes que Arteta e seus jogadores conseguissem recuperar o equilíbrio nos minutos finais, saindo de Munique com um ponto valioso graças ao gol de Declan Rice.
Arsenal domina a posse, e Bayern mais perigoso
No campo das estatísticas, o Arsenal ficou com 54% da posse de bola, contra 46% do Bayern de Munique, e finalizou 14 vezes, contra 13 do time alemão, mas as duas equipes empataram nas finalizações entre as traves, com 5 para cada uma.
A diferença mais nítida aparece nos gols esperados: o valor das chances do Bayern chegou a 2,51 gol esperado, contra 1,40 do Arsenal, enquanto o bávaro tocou na bola 29 vezes na área dos visitantes, contra 21 do time londrino.
O Arsenal realizou 502 passes, contra 433 do Bayern, enquanto os donos da casa cometeram 15 faltas, contra 6 do Arsenal.





