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Alfredo Di Stefano Boca Juniors 1969

Alfredo Di Stéfano, a lenda argentina que liga River Plate, Boca Juniors e Real Madrid

Os caminhos de Boca Juniors, River Plate e Real Madrid vão se cruzar neste domingo (09), no duelo de volta da final da Libertadores entre River e Boca às 17h30 (de Brasília), quando os argentinos definem o mais novo campeão da competição sul-americana. Porém, longe dos gramados do continente sul-americano, a decisiva será disputada no Estádio Santiago Bernabéu, casa do Real. Mas apesar da curta e repentina relação entre as equipes, este não é o único ponto de contato entre argentinos e espanhóis na história do futebol: há um jogador condutor que unieos três clubes. Seu nome: Alfredo Di Stéfano.

“La Saeta Rubia”, como era conhecido no Real, tornou-se um dos maiores ídolos do clube - provavelmente o maior. Com os Blancos, Di Stéfano atuou como jogador, treinador e presidente honorário. O mesmo ocorreu com o River, onde atuou no histórico time apelidado de "La Maquina", e defendeu as cores do clube como treinador. Já com o Boca, a passagem foi apenas como treinador. Vale ressaltar que Di Stéfano é o único técnico a conquistar o título do Campeonato Argentino com o River e Boca Juniors.

O ex-jogador se juntou ao clube de Núñez no início da década de 1940, enquanto a La Maquina de Jose Carlos Muñoz, José Manuel Moreno, Angel Labruna, Adolfo Pedernera e Felix Loustau escrevia história no futebol argentino. 

Di Stéfano perdeu espaço no setor ofensivo do River, feito que o levou a atuar com Huracán. O astro estreou com a equipe em 21 de abril em 1946, durante a derrota por 1 a 0, contra o Atlético Chacarita, na primeira rodada do Campeonato Argentino. Quatro jogos depois, fez seu primeiro gol como profissional com o clube: em 26 de maio, o atacante marcou não um, mas dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Estudiantes. Ao todo, foram 10 tentos em 25 duelos com a equipe.

Alfredo Di Stefano River 1947Archivo
(Foto: Arquivo)

Embora o Huracán tenha terminado em nono lugar naquela edição do torneio argentino, longe do campeão San Lorenzo, a passagem de Di Stéfano ainda é lembrada carinhosamente no Sul de Buenos Aires.

Já na temporada de 1947, o atacante retornou ao River Plate. E o momento de ascensão finalmente ocorreu, Di Stéfano garantiu o seu lugar na equipe. A aposta não poderia ter sido melhor para o treinador do clube, na ocasião, José María Minella. Foram 27 gols em 30 jogos, feito que contribuiu para que o jogador se tornasse não apenas o artilheiro do país, mas do continente. O River conquistou topo do pódio, e o nome do jogador começou a voar alto: naquele mesmo ano, Di Stéfano fez sua estreia com a seleção da Argentina que venceu o sul-americano em Guayaquil.

Porém, em 1949 os maiores craques foram atraídos, em massa, pelo dinheiro oferecido pelos clubes colombianos. Di Stéfano quase permaneceu no River, mas o Millonarios de Bogotá chegou com uma oferta impossível de ser recusada e o atacante partiu para a Colômbia.

No entanto, não seria o fim de sua história no futebol argentino: após a aposentadoria, no final da década de 1960, ele retornaria ao futebol como técnico, mas no rival, o Boca. Di Stéfano chegou ao clube da Bombonera para ganhar a Copa Argentina e o Campeonato Nacional, em 1969, curiosamente em cima do maior adversário e ex-clube, o River.

Alfredo Di Stefano Boca Juniors 1969
(Foto: Arquivo)

Após as conquistas, Di Stéfano retornou à Espanha para treinar o Real Madrid, além de outros clubes. Em 1981 voltou, novamente, ao River. Nesta nova passagem, o treinador ganhou o Campeonato Argentino de 1981 e tornou-se o único técnico a conseguir o feito com os dois principais times do país. 

Em 1985, o comandante teve a segunda experiência nos Xeneizes, mas os resultados não ocorreram como o esperado. Ainda assim, um mero detalhe comparado com o legado deixado nos gramados argentinos e espanhóis de Di Stéfano.

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