O Palmeiras abriu vantagem na semifinal da Copa do Brasil ao vencer o Vasco por 1 a 0, no Nubank Parque. Após a partida, Abel Ferreira avaliou que o time alviverde foi superior durante boa parte do confronto, principalmente nos primeiros 30 minutos, quando construiu o resultado com o gol de Mauricio. Apesar das oportunidades desperdiçadas e da dificuldade para ampliar o placar mesmo com um jogador a mais em parte do segundo tempo, o treinador valorizou a vantagem conquistada para o duelo de volta, em São Januário.
"Acho que o domínio foi nosso. Foi um jogo em que dominamos, mas que não conseguimos transformar em mais gols o nosso domínio", analisou.
Além da avaliação sobre a partida, Abel voltou a lamentar a redução das opções no elenco após a saída de Allan. O Palmeiras aceitou negociar o jovem com o Manchester City por 40 milhões de euros, entre valores fixos e bônus por desempenho. Para o treinador, a versatilidade do jogador fazia diferença na montagem da equipe, já que ele podia atuar como meia, ala pela direita ou ponta.
"Vocês sabem que desde a saída do Allan nós ficamos com menos opções. Eu gostaria de ter mais opções entre os titulares e no banco. Quando você olha para o banco, com as lesões que tem, temos que apostar nos garotos", afirmou.
O português também sentiu a ausência de Paulinho, que, em sua avaliação, poderia oferecer características importantes para encontrar espaços diante da defesa vascaína. "Faltava o Paulinho? Faltava. As situações têm a ver com as características de cada jogador", explicou.
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Questionado sobre a arbitragem, Abel inicialmente evitou entrar em detalhes e ironizou a repercussão que lances polêmicos costumam gerar. Depois, porém, voltou ao assunto e fez um longo desabafo sobre sua relação com os árbitros desde que chegou ao futebol brasileiro, há seis anos. O treinador afirmou que suas reclamações acabaram prejudicando sua imagem e citou as punições recebidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
"Nunca nenhum treinador na história do futebol brasileiro levou jogos como eu levei por reclamar. A conclusão que cheguei, infelizmente, depois de seis ou sete anos, com a experiência que tenho e deveria ter aprendido mais rápido, é bater em ponta de faca", declarou.
Abel também mencionou as 15 expulsões que recebeu à frente do Palmeiras e reconheceu que seu comportamento à beira do campo nem sempre corresponde à posição que ocupa. Ao mesmo tempo, defendeu melhores condições de trabalho para os árbitros, com mais profissionais disponíveis para permitir um rodízio ao longo da temporada.
"Meu espírito competitivo e às vezes a injustiça que estou a ver faz com que tenha comportamentos que não condizem com meu lugar", admitiu. Em seguida, reforçou que pretende evitar novas manifestações sobre o tema: "Portanto vou fazer um esforço muito grande para não falar mais dos árbitros".
O Palmeiras volta a campo na próxima quinta-feira, quando recebe o Remo pelo Campeonato Brasileiro. No domingo, a equipe reencontra o Vasco, em São Januário, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil. Com a vitória na ida, o Verdão terá a vantagem do empate para avançar à decisão.






