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A última fase: Mourinho aguarda uma nova arma ofensiva

Rodrygo Goes, astro do Real Madrid, deu nesta segunda-feira um dos passos mais importantes e há muito aguardados de sua jornada pessoal: o brasileiro voltou a tocar na bola no campo de Valdebebas, um gesto que parece rotineiro, mas que representa um acontecimento significativo para alguém que ficou afastado dos gramados por mais de seis meses.

Este foi o último degrau de uma escada que o ponta brasileiro subiu com paciência desde o inverno passado, e que finalmente começa a mostrar sinais de seu fim, segundo informou o jornal "Marca".

Voltando à noite do dia 2 de março de 2026, na partida entre Real Madrid e Getafe, no estádio Santiago Bernabéu, tudo virou de cabeça para baixo para o brasileiro em um incidente trágico, com um diagnóstico devastador: ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral do joelho direito, a lesão mais grave de sua carreira, um golpe demolidor que o afastou dos gramados por um período decisivo da temporada passada e, de forma extremamente cruel, da Copa do Mundo, da qual sonhava participar com o Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti.

No dia 10 de março, Rodrygo passou por uma cirurgia e iniciou com ela uma jornada de recuperação que exige paciência, com previsão de durar oito ou nove meses. Desde então, Rodrygo vem fazendo um progresso constante, consciente de que a pressa em lesões desse tipo não é uma opção acertada. Na verdade, o clube traçou um plano rigoroso, decidido a não acelerar o ritmo da recuperação nem por um único dia.

A primeira grande etapa foi no início de setembro, quando o jogador brasileiro voltou ao gramado para treinar e fazer algumas corridas leves longe do grupo, e celebrou então nas redes sociais dizendo: "Que sensação maravilhosa voltar a correr no campo!", com o entusiasmo de quem vê a luz no fim do túnel. Daquela corrida leve até os treinos com bola de hoje, passaram-se semanas de trabalho árduo.

Agora, após a bola voltar a seus pés, Rodrygo enfrenta a etapa final de sua jornada de recuperação, que ainda se estende entre dezembro e janeiro. Há ainda um longo caminho pela frente, e talvez seja esta a parte mais delicada: recuperar sua sensação de jogo, sua plena forma física e sua total confiança no joelho que passou por cirurgia reconstrutiva.

Carlo Ancelotti acompanha de perto sua evolução, após ter visitado Valdebebas no mês passado para se inteirar de seu estado e do dos outros jogadores brasileiros, consciente de que o jogador brasileiro também é uma peça fundamental em seus planos para a seleção brasileira.

Mas o pior já passou, e Rodrygo se aproxima lentamente do retorno a um time que passou por uma transformação radical nesse meio-tempo, pois a lesão não apenas o privou de jogar, como também ele ainda não conseguiu treinar sob o comando de Mourinho, que nunca dirigiu Rodrygo com sua plena forma física e sequer pôde contar com ele durante o período de preparação para a temporada. 

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