A saída de Hossam Hassan do comando da seleção do Egito, neste sábado, reacendeu a polêmica sobre um possível papel de Mohamed Salah na decisão, capitão do Egito, especialmente após a crise da substituição do ex-astro do Liverpool diante de Angola, seguida de sua ausência nas duas partidas seguintes, até a intervenção de Hani Abu Rida, presidente da Federação Egípcia de Futebol, na tentativa de aproximar as posições das duas partes.
Com o anúncio da nomeação de Ali Maher como sucessor de Hossam Hassan, voltaram os questionamentos sobre o papel que Salah teve na saída do técnico, e se ele teria reclamado diretamente aos dirigentes da federação, ou pedido sua demissão.
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Hossam Hassan havia decidido substituir Mohamed Salah, aos 60 minutos diante de Angola, na rodada de abertura das eliminatórias da Copa Africana de Nações de 2027, decisão que levantou dúvidas sobre a relação entre as duas partes, sobretudo com a saída do capitão da seleção da concentração no dia seguinte, e sua ausência no confronto contra o Sudão do Sul, e depois na partida amistosa diante da África do Sul.
Hossam afirmou que a substituição de Salah teve motivos técnicos, e que sua ausência no confronto contra o Sudão do Sul veio por acordo prévio, por causa da realização da partida em gramado sintético, para preservar sua integridade física.
Apesar das tentativas do técnico de conter a polêmica, as especulações sobre a existência de tensão entre os dois persistiram, em meio a outra crise provocada por Hossam Hassan com suas declarações sobre Mohamed El Shenawy, goleiro do Al Ahly, quando o descreveu como estando "acabado" em um período anterior de sua carreira.
Reportagens da imprensa egípcia também relataram que o diretor da seleção, Ibrahim Hassan, teria dirigido palavras ofensivas a alguns jogadores do Egito.
Abu Rida intervém
O desdobramento mais relevante recentemente foi o encontro de Hani Abu Rida com Mohamed Salah na Turquia, no início do mês atual, em uma reunião que ganhou importância especial por causa de seu momento, antes do início da nova concentração do Egito.
A Federação Egípcia anunciou que o encontro tratou das formas de remover quaisquer obstáculos que possam enfrentar a seleção, e de fortalecer a comunicação e o entendimento entre todos os elementos do sistema, além de criar o ambiente adequado antes dos compromissos vindouros.
Apesar de o comunicado da federação não citar Hossam Hassan pelo nome, o momento da reunião veio semanas depois da polêmica sobre a relação do diretor técnico com o capitão da seleção.
Reportagens da imprensa abordaram que o encontro teve como objetivo aproximar as posições entre o astro do Trabzonspor e a comissão técnica, em meio aos relatos sobre a irritação do jogador com sua substituição diante de Angola e com algumas declarações do técnico.
Hossam Hassan havia renovado seu contrato até 2030, em setembro passado, após conduzir o Egito às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mas suas crises recentes — entre elas a relacionada a Salah — não deixaram ao ídolo do Al Ahly e do Zamalek a chance de desfrutar do novo contrato.

