Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
FBL-EUR-C1-MAN CITY-PSGAFP
Traduzido por

A folga de Dembélé: um perigo real que ameaça o Barcelona diante do Paris

No início desta semana, Enzo Maresca, técnico do Manchester City, reabriu um debate recorrente sobre a "vantagem" que o Paris Saint-Germain pode ter em relação aos demais candidatos ao título da Liga dos Campeões.

O treinador italiano, após perder merecidamente para a equipe do técnico Luis Enrique por 4 a 2 no Etihad Stadium, insinuou que o treinador espanhol consegue poupar seus melhores jogadores antes de cada partida da Liga dos Campeões.

Havia um objetivo claro por trás dessa frase, já que o ex-treinador do Chelsea deixou claro publicamente que o nível do Campeonato Francês é muito inferior ao da Premier League, o que concede ao Paris Saint-Germain uma grande vantagem. E o clube parisiense conseguiu conquistar os dois últimos títulos da Liga dos Campeões sem abrir mão de sua hegemonia no futebol francês.

O jornal Sport noticiou: "No começo da temporada atual, Ousmane Dembélé foi o exemplo mais evidente da política de rotação adotada pelo treinador espanhol, depois que o clube lhe concedeu dias de descanso para evitar desgastá-lo com muitos minutos em campo".

Mas até que ponto Enrique teve êxito em administrar os minutos de Dembélé e lhe dar o descanso necessário? É isso que o "Sport" analisa antes do aguardado confronto contra o Barcelona.

O último jogador francês a conquistar a Bola de Ouro voltou a balançar as redes em Manchester e contra o Strasbourg, além de dar uma assistência em ambas as partidas, elevando seus números nesta temporada para 4 gols e 6 passes decisivos em 9 jogos.

Mas o chamativo em suas estatísticas é que a maior parte delas foi obtida em seus dois jogos pela Liga dos Campeões, nos quais marcou três gols e deu três assistências.

Dembélé desempenha um papel secundário no Campeonato Francês

Em termos percentuais, Dembélé atuou muito mais minutos na Liga dos Campeões, onde disputou 140 minutos distribuídos em duas partidas, com média de 70 minutos por jogo, em comparação com sua participação no Campeonato Francês, onde jogou 238 minutos em 5 partidas, com média de 47,6 minutos por jogo.

O jogador só ficou de fora de uma partida do campeonato por lesão, o empate em 2 a 2 contra o Lille na segunda rodada. Já os demais minutos em que não participou foram resultado de decisões de Luis Enrique, que nem sequer o incluiu na lista da equipe para o duelo contra o Le Mans, a fim de lhe dar descanso após a data Fifa com a seleção francesa, na qual disputou 172 minutos distribuídos em 3 partidas, com média de 57,3 minutos por jogo.

É evidente que Luis Enrique adotou uma política bem pensada para administrar os minutos de Dembélé no início da temporada, especialmente no Campeonato Francês.

A distribuição dos minutos do astro francês na competição nacional revela isso com clareza: ele jogou 45 minutos contra o Rennes, 22 minutos contra o Monaco, 65 minutos contra o Brest, 78 minutos contra o Marselha e 27 minutos contra o Strasbourg.

Assim, o total de minutos de Dembélé chegou a 238 de um máximo possível de 630, ou seja, apenas 37,8% do total de minutos em campo, segundo dados do site "Transfermarkt".

É por isso que Maresca elevou a voz para criticar essa situação. E não é preciso ir longe para encontrar um contraexemplo: o principal astro de sua equipe, Erling Haaland, atuou em praticamente todos os minutos da Premier League, tendo disputado 620 dos 630 minutos possíveis, um índice de 98,4%.

Já Ruben Dias e Marc Guéhi participaram de todos os minutos possíveis, com 630 minutos cada um, o que também se aplica ao goleiro Donnarumma.

No Paris Saint-Germain, isso só vale para o goleiro Matvey Safonov, que disputou todos os minutos do Campeonato Francês até agora.

Warren Zaïre-Emery, que participou de 79,8% dos minutos, com 503 dos 630 minutos possíveis, é o jogador de linha mais utilizado da equipe na competição nacional, seguido por Vitinha, com 496 minutos, ou seja, 78,7%, e depois João Neves, que disputou 451 minutos, um índice de 71,6%.

A partir daí, o volume de descanso concedido a vários astros da equipe aumenta de forma notável, entre eles Khvicha Kvaratskhelia, que participou de 377 minutos, 59,8%; Désiré Doué, que disputou 355 minutos, 56,3%; Fabián Ruiz, com 326 minutos, 51,7%; e Nuno Mendes, que atuou em apenas 217 minutos, 34,4%.

E agora, após a vitória sobre o Strasbourg e a manutenção da pressão sobre o Monaco na corrida pelo título do campeonato, o Paris Saint-Germain passou a concentrar o foco no Barcelona.

Assim como ocorreu com o Manchester City, a equipe catalã sabe que o descanso obtido pelos principais astros do clube parisiense pode se transformar em um fator decisivo no confronto.

A equipe do técnico Hansi Flick chega ao duelo em excelente momento técnico, mas sofre, em contrapartida, com um desgaste maior no aspecto da condição física de seus jogadores.

Somente no Campeonato Espanhol, os minutos de Lamine Yamal e Raphinha mostram um contraste evidente com os minutos de Dembélé no Paris Saint-Germain. E isso continua válido mesmo levando em conta que o jogador brasileiro ficou de fora de duas partidas após retornar da data Fifa com a seleção de seu país.

Lamine Yamal disputou 741 minutos em 9 rodadas, o equivalente a 91,5% do total dos 810 minutos possíveis. Raphinha, por sua vez, participou de 575 minutos em 8 partidas, um índice de 79,9% do total de 720 minutos que poderia ter disputado nesses jogos.

Mas a comparação não se limita apenas aos dois astros do Barcelona. No Campeonato Espanhol, à exceção do goleiro Joan García, que disputou 675 minutos, 83,3%, Pedri e Eric Garcia... Pedri e Araújo participaram de 620 minutos cada um, cerca de 76,5% do total de minutos possíveis.

Eric García também disputou 603 minutos, 74,4%, enquanto os minutos de Gerard Martín chegaram a 571, 70,5%, e Fermín López participou de 538 minutos, 66,4%. Já Rodri disputou 517 minutos, 63,8%, enquanto Pau Cubarsí atuou em 512 minutos, 63,2%.

Os números desenham dois retratos completamente diferentes na forma de administrar o esforço físico dos jogadores. Enquanto o Paris Saint-Germain conseguiu poupar Dembélé na competição nacional, o Barcelona precisou recorrer a seus titulares por muito mais minutos para manter o ritmo no Campeonato Espanhol. Será que essa diferença vai se transformar em um fator decisivo no Parc des Princes?

GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

Siga GOAL no Google