A reunião que juntou dirigentes da Federação Real Marroquina de Futebol e da Liga Nacional de Futebol Profissional aos presidentes dos clubes do Campeonato Marroquino registrou novos desdobramentos sobre a proposta de abolir o rebaixamento e aumentar o número de clubes da primeira divisão, depois de o projeto ter recebido o apoio da maioria dos clubes, ao mesmo tempo em que se registraram posições contrárias e outras que optaram pela abstenção.
O site marroquino "Le Botola" informou: "17 clubes votaram a favor da proposta de abolir o rebaixamento e aumentar o número de clubes do Campeonato Marroquino, enquanto sete clubes optaram por não apoiá-la, entre a rejeição e a abstenção".
As posições dos sete clubes se dividiram entre clubes que rejeitaram a proposta de forma explícita e outros que preferiram se abster de votar, em meio a divergências nas informações que circulam sobre os detalhes das posições de alguns clubes durante a reunião.
Os clubes Raja Club Athletic, Fath Union Sport, Touarga, Club Municipal de Meknès, Chabab Soualem e Wydad de Fez rejeitaram a proposta, enquanto AS FAR, Wydad Athletic Club e Maghreb de Fez optaram pela abstenção.
Esse desdobramento coloca o projeto de mudança da composição do Campeonato Marroquino diante de um novo impasse, sobretudo diante das discussões sobre a necessidade de respeitar os procedimentos legais e regulamentares em vigor, caso se decida adotar o novo formato a partir da próxima temporada.
A questão da aprovação dos clubes envolvidos e do respeito às leis e aos regulamentos que regem as competições surge como um dos principais obstáculos à possibilidade de implementar a decisão, especialmente se a mudança for adotada de forma excepcional e fora dos procedimentos habituais.
O site "Le Botola" apontou que a existência de clubes contrários à proposta pode tornar sua aprovação em sua forma atual algo complexo, sobretudo se a mudança for adotada de maneira excepcional e sem passar pelos procedimentos impostos pelas leis e regulamentos que regem as competições.
O comitê diretor da Federação Real Marroquina de Futebol se vê diante de um dossiê espinhoso, depois de se esperar que a proposta recebesse um apoio mais amplo dos clubes do Campeonato Marroquino.
As informações que circulam indicam que o debate não se limitou aos aspectos esportivos, mas se cruzaram com ele considerações regulatórias e cálculos ligados ao cenário futebolístico e aos compromissos futuros, o que pode aumentar a dificuldade de se chegar a um formato consensual quanto à composição do campeonato na próxima temporada.
Dessa forma, o destino da proposta de abolir o rebaixamento e aumentar o número de clubes do Campeonato Marroquino permanece ligado à capacidade das diversas partes de superar as objeções existentes e de garantir a conformidade da decisão com as leis e os procedimentos regulamentares em vigor.
