Um dos jogadores reconhecidos como "preferidos" de Tite por muitos, Renato Augusto agora parece viver um estado de neutralidade na equipe que, de certo modo, parece desconfortável. Ainda mais para um atleta que, antes da Copa do Mundo, era quase certo como titular na equipe.
O jogador do Beijing Guoan, da China, esteve presente em boa parte do ciclo envolvendo o Mundial da Rússia. Ele já era conhecido pelo treinador, quando ambos estiveram juntos no Corinthians e, o futebol apresentado na equipe alvinegra, fez a diferença a favor do camisa 8, para que seu nome estivesse entre os 23 da lista final.
O problema começou a partir daí. Renato se apresentou com uma inflamação no joelho esquerdo, e chegou a ser poupado da última partida pelo clube. Na Granja Comary e, posteriormente, na Europa, houve um período de tensão sobre o estado físico do meia, a ponto de ser especulada a substituição dele dos convocados. A recuperação de última hora foi a salvação para que ele permanecesse no grupo. No entanto, tudo havia mudado.
Ao todo, desde a chegada do comandante gaúcho à Seleção Brasileira, o meio-campista entrou em campo em 17 das 23 oportunidades que antecederam o Mundial. Um dos nomes mais constantes, porém, perdeu a vaga entre os onze iniciais para Willian, e não voltou mais. A equipe ganhou velocidade e objetividade com o atleta do Chelsea, e ele obteve as credenciais para que pudesse se firmar.

Renato Augusto agora conta com a sorte para, eventualmente, entrar nos jogos. A capacidade de controlar o ritmo e distribuir as jogadas no meio-campo não é mais tão necessária com ele, que tem o papel distribuido entre Neymar, Philippe Coutinho e o próprio Willian. É possível que, se a situação continuar assim, o antigo "meia construtor" de Tite fique relegado ao papel de coadjuvante, em um Brasil que encontrou dinamismo e fluidez sem ele.

