Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
cm grafica totti roma
Traduzido por

Totti: "De 2001 a 2008 eu era constrangedor, sem mim não teríamos vencido a Copa do Mundo. Eu teria ido para o Milan. O arrependimento é não ter jogado com Ronaldo Fenômeno"

Por ocasião de seus 50 anos, Francesco Totti concedeu uma longa entrevista a Ivan Zazzaroni para o Corriere dello Sport e, depois da primeira antecipação, hoje chegou o momento de aprofundar a segunda parte de uma longa conversa rica em bastidores ligados ao seu passado em campo, ao seu presente e ao futuro. Obviamente, tudo isso com muita, muita Roma, mas não só.


  • "Eu era constrangedor"

    Francesco, você disse que de 2001 a 2008 era constrangedor. "Sim". Acompanha a resposta com um sorriso largo, um dos seus. Um italiano que se aproximava de mim? Todos diziam Mancini, mas eu não posso dizer que o vivi, eu estava quase no começo. Ele também, na Sampdoria, jogava como meia-atacante, centroavante, um pouco de tudo. Mas não os mesmos gols que eu fiz. Eu também gostava das assistências, antes de Spalletti me fazer jogar como centroavante eu as considerava mais importantes do que os gols"

  • Cassano e os companheiros

    "Companheiros? Aquele com quem me dei melhor foi Cassano. Principalmente em campo. E depois Vincent (Candela, nota da redação). Com Antonio, de vez em quando, a gente também se encontrava fora de campo e ele continuou amigo ao longo do tempo. Eu e Vincent praticamente crescemos juntos. Quando ele chegou do Guingamp, estava muito desnorteado, não conhecia Roma, falava só francês. Digamos que eu cuidei dele. 

    Sou da opinião de que o que conta é o campo. Fora dele, todo mundo é bom de papo ou, antes da partida, de incentivar o grupo. Por que você não faz isso, por que você não faz aquilo. Mas eu tenho que ir jogar futebol, tenho uma partida de noventa minutos, entro em campo e quero me divertir. Você é que tem que saber o que fazer. Se é um jogador profissional, não precisa das minhas sugestões, de um empurrão".

  • UMA ÚNICA CAMISA


    "Popularidade em Roma? Desde que parei, ela até aumentou. Talvez porque nasci, cresci e morri com uma única camisa. Quando você encerra vinte e cinco anos de história, está morto, mas aqui em Roma, para todos, estou vivo, vivíssimo. Foi a escolha que fiz, o amor que dei às pessoas e a forma como sempre me coloquei com os outros".

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google
  • A Copa do Mundo

    "Se eu não tivesse ido à Copa do Mundo de 2006? Eles não teriam vencido. Se eu tivesse conquistado apenas um Scudetto, duas Copas da Itália, duas Supercopas e uma Chuteira de Ouro, eu teria ficado, como dizem em Roma, confinado dentro do anel viário. Mas não, até porque vencer uma Copa do Mundo não é para qualquer um. Eu venci, nós vencemos, porém naquela Copa do Mundo eu estava, entre aspas, limitado. A 40, 50 por cento" 

  • Eu gostaria de ter jogado com Ronaldo

    "O arrependimento? Eu teria querido jogar com Ronaldo Fenômeno. Sabe como a gente teria se divertido junto. Comigo atrás, ele teria feito 4, 500 gols. De olhos fechados. Como com Cassano? São duas coisas diferentes. Maradona é o futebol, é a bola, não há rivais para ele. Depois vêm os outros".

  • OS TREINADORES

    Mas eu treinava com todo o grupo e fazia o que tinha que fazer. Claro, né, na segunda ou na terça eu treinava à parte por todas as pancadas que tinha levado no domingo, um pouco de recuperação. Mazzone é o treinador que me entendeu melhor do que os outros? Mazzone e Zeman. Bianchi queria me mandar embora, não fui eu que o mandei embora, e sim o presidente Sensi. 

    Eu tinha influência no clube... Quero dizer que, justamente, eu tinha peso, mas era jogador e era um jogador importante, o capitão da Roma. É normal que eu tivesse um peso específico, um peso diferente de todos os outros. Mas eu não fazia parte da mesa-redonda". 

  • Voltar ao clube??

    "O retorno que não aconteceu ao clube com os americanos? Casamentos sempre são feitos por dois. Tudo bem, infelizmente acontece. Você se casa e se separa, começo e fim como em todas as coisas, eu acho, né? Eu deixei um cargo de dirigente, três anos de contrato, e faço questão de destacar isso. Se for para eu ficar no clube sem fazer nada, eu largo. Não roubo dinheiro". 

  • A 10 para Dybala

    "Não se dá a 10 só porque você vai bem em cinco, seis, sete partidas. Sempre disse que é preciso preparar um caminho que permita a um jogador importante permanecer por muito tempo na Roma. Não existem camisas 10 de passagem. No fim, a decisão de dar ou não a 10 para Dybala ou para Marco ou para Luca cabe ao clube"

  • Eu teria ido para o Milan

    "Se eu tivesse que deixar a Roma? Eu teria ido para o Milan, até porque quando era pequeno tinha me apaixonado. Eram os anos de Sacchi e dos três holandeses, eles venciam em todos os lugares, como italiano eu tinha ficado fascinado. Era um time bonito de ver, bonito mesmo"

  • Spalletti

    "Pelo amargo. O gelo ainda não derreteu totalmente. Mas fiquei feliz em reencontrá-lo. Até porque é preciso deixar de lado tudo o que aconteceu, também porque eu errei, como disse antes. Errei ao responder a algumas perguntas.  

    Em campo, tudo começou em Bérgamo, eu me lembro. Entrei, acho que por 8 minutos no total, e fiz gol. Depois, no jogo seguinte, sete minutos e marquei de novo. Para mim, aquilo é um dom de Deus, que colocou a mão na minha cabeça. Deve ter dito: “esse aqui eu tenho que proteger. Sim, sim, não pode terminar assim”".