Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
Argentina v Egypt: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport
Traduzido por

“Todo mundo quer nos derrubar”... Será que a Argentina está recebendo um tratamento de favor?

Continuam os ecos da polêmica arbitral que marcou o confronto entre Egito e Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após a diversidade de opiniões entre aqueles que consideraram que a seleção do “Tango” se beneficiou das decisões do árbitro francês François Litxer e aqueles que viram que todas as decisões polêmicas estavam corretas de acordo com os regulamentos.

Em meio às críticas contundentes vindas do lado egípcio — seja por meio da reclamação oficial apresentada à Federação Internacional de Futebol (FIFA), seja por meio de declarações de vários astros do futebol e da mídia —, o jornalista argentino Mariano Dayan publicou um longo artigo no jornal “Olé”, no qual defendeu a seleção de seu país, rejeitando o que descreveu como uma “campanha” que tenta convencer o mundo de que a Argentina conquista suas vitórias graças à arbitragem.

O autor analisou os principais episódios arbitrais polêmicos, tanto na partida contra o Egito quanto durante a trajetória da Argentina nas edições da Copa do Mundo de 2022 e 2026, afirmando que as conquistas da seleção de seu país foram resultado de sua superioridade em campo, e não de decisões dos árbitros. 

Segue o texto do artigo:

  • A seleção argentina continua fazendo história com seus resultados, e não com a ajuda dos árbitros, embora haja quem tente convencer a todos do contrário. Quem conquista vitórias constantemente, todos tentam derrubar.

    A onda de sucesso não para: quanto mais a seleção argentina vence, alcança conquistas e consolida a posição da “Scalonita”, mais ventos contrários sopram em sua direção, vindos de adversários de todo o mundo. Pois essa equipe está realmente fazendo história desde a conquista da Copa América de 2021 no Estádio do Maracanã: venceu a Copa do Mundo de 2022 no Catar, depois a Copa América de 2024 e agora sonha — apesar da dificuldade da tarefa — com a quarta estrela nos Estados Unidos.

    Nesse contexto, a seleção argentina tornou-se o adversário que todos querem derrotar, seja a França, a Espanha ou qualquer outra seleção que a enfrente.

    De vários ângulos, começaram a surgir especulações: de que a “FIFA” estaria ajudando a Argentina e de que os árbitros estariam favorecendo a seleção. Mas será que isso é realmente verdade?

  • A verdade — e não por acaso — é que a Argentina não perdeu nenhuma partida na Copa do Mundo desde o jogo de estreia contra a Arábia Saudita no Catar 2022, quando teve gols anulados por impedimentos por diferenças mínimas. Desde então, venceu todas as suas partidas, sendo que as duas últimas foram muito difíceis. A Argentina superou o México, a Polônia, a Austrália e a Holanda nos pênaltis; a Croácia e a França nos pênaltis; e, em seguida, a Argélia, a Áustria, Cabo Verde e, por fim, o Egito.

    No entanto, o Egito e diversos setores do mundo do futebol voltaram a promover a ideia de que teria havido uma suposta ajuda arbitral à Argentina, como se uma seleção pudesse construir toda essa trajetória histórica apenas graças às decisões dos árbitros.

  • Desde a partida de estreia contra a Argélia, alguns tentaram promover a ideia de que uma falta cometida por Messi merecia expulsão direta, depois que ele colocou o pé na panturrilha de um dos adversários.

    Foi, sem dúvida, uma falta, e talvez merecesse também um cartão amarelo.

    O árbitro errou ao não mostrar o cartão amarelo, mas não houve a força nem a violência necessárias para que fosse considerada uma conduta violenta.

    A tecnologia de vídeo poderia ter intervindo? Sim. E, embora o placar estivesse em 3 a 0, alguns tentaram sugerir que a “FIFA” estava protegendo Messi para evitar sua suspensão; chegou-se até a dizer que o hat-trick dele naquela partida não deveria ter acontecido.

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google
  • E, claro, essa história remonta à Copa do Mundo do Catar de 2022, quando Diego Lugano, um dos maiores ícones do futebol uruguaio, afirmou abertamente que a Argentina foi favorecida por cinco pênaltis. Um deles foi por causa de uma falta de Paredes contra a Arábia Saudita, o caso mais polêmico e passível de discussão; outro ocorreu quando o goleiro polonês saiu para buscar uma bola cruzada e acertou o rosto de Messi sem intenção ou violência; um terceiro foi válido contra a Holanda devido a uma falta em Acuña; e outro foi lógico, resultado de uma colisão entre o goleiro croata e Julián Álvarez; Já a última foi uma excelente decisão do árbitro polonês depois que Ousmane Dembélé fez com que Di María perdesse o equilíbrio ao mover seu pé.

    A partir das oitavas de final, a seleção argentina foi superior a todos os seus adversários e chegou a apresentar um desempenho espetacular na final, até que a França marcou seus dois gols consecutivos.

  • Agora, no caso do Egito, as críticas se concentram em duas jogadas. A primeira é o gol anulado do Egito quando o placar estava em 2 a 0, devido a uma falta anterior contra Lisandro Martínez no início do ataque. Houve um pisão não intencional em seu pé, que o fez perder o equilíbrio ao receber a bola. Houve um contato e um impacto evidentes, que resultaram em sua queda.

    Já a segunda é o suposto pênalti de Julián Álvarez contra Mohamed Salah antes do terceiro gol da Argentina.

    O jogador argentino mal o tocou, sem derrubá-lo, enquanto Salah exagerou na queda; nem o árbitro nem o VAR consideraram que houvesse qualquer falta, e nem sequer vale a pena falar em pedir que fosse marcada uma falta contra Mac Allister, já que não passou de um contato físico.

    No entanto, o que aconteceu foi que o técnico do Egito e vários jogadores da seleção optaram por continuar criticando e reclamando, em vez de reconhecer que a partida estava nas mãos deles, mas a pressão do momento foi maior do que eles, e a seleção argentina acabou dominando o jogo.

  • A presença de Messi, o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, também tem seu impacto. Ele influencia tanto os adversários quanto os árbitros. Sempre foi assim e sempre será: não é a mesma coisa mostrar um cartão amarelo ou vermelho para o Leo em uma partida polêmica do que para qualquer outro jogador. E talvez isso tenha influenciado naquela jogada contra a Argélia. Mas, daí a dizer que a Argentina vence graças à arbitragem, há um abismo enorme.

    Além disso, não há decisões arbitrais decisivas que as pessoas lembrem como tendo decidido partidas a favor da seleção argentina, e certamente não se pode comparar isso ao confronto entre Manuel Neuer e Gonzalo Higuaín na final da Copa do Mundo do Brasil de 2014.

    E aconteça o que acontecer nesta Copa do Mundo, a Argentina já entrou para a história, e não graças aos árbitros. E ninguém deve ousar acreditar nessa teoria da conspiração que vem de fora do país.

  • Leia também:

    Contradição?.. Uma avaliação surpreendente da arbitragem da partida entre Egito e Argentina