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cm grafica cristiano ronaldo messi 2026 16 9Getty Images
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The Last Dance, a última Copa do Mundo de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo: para CR7, ela vale mais

E finalmente chegou esse momento, a última volta de valsa, o último duelo à distância no palco mais prestigiado. Resumindo: nos Estados Unidos será “The Last Dance” para Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.


Já se passaram vinte anos desde que o argentino e o português fizeram sua estreia na Copa do Mundo e, desde então, o mundo mudou. Em Berlim, a Itália viveu uma das noites mais incríveis de sua história ao derrotar a França nos pênaltis; agora, porém, a Azzurra nem sequer se classifica para a Copa do Mundo há já três edições. Basta olhar para o nosso próprio país para perceber que estamos falando quase de épocas diferentes; no meio disso tudo está a era que a Pulga e CR7 escreveram.


A rivalidade entre eles é a maior já vista no futebol, uma das maiores no esporte em geral. Limpa e leal, entre dois campeões que sempre demonstraram total respeito um pelo outro e se enfrentaram deixando que gols, jogadas e títulos falassem por si, vivendo o futebol com duas filosofias opostas. O talento cristalino nos pés de Leo, o trabalho quase “obsessivo” de Cristiano que lhe permitiu aliar à qualidade um físico que parecia mais uma máquina perfeita do que um corpo humano.

  • A ÚLTIMA DANÇA

    O tempo, porém, passa e agora a meta se aproxima: Messi completará 39 anos no meio da Copa do Mundo, Ronaldo já soprou 41 velas. Ver os dois de volta ao palco mundial é uma utopia e, para ambos, esta edição entre Canadá, Estados Unidos e México corre o risco de ser a última. Nem todos, porém, querem se render a esse cenário e há quem quase implore para que os dois continuem.


    Principalmente Messi, que, apesar de mensagens às vezes enigmáticas, escolheu disputar sua sexta Copa do Mundo. Para Roberto Carlos, haveria até espaço para uma sétima: “Ele poderia tranquilamente disputar mais uma, cuida tão bem de si mesmo que, no final, ainda poderia jogar”, disse ele ao Olé.

    Realisticamente, porém, será a última participação tanto para o Pulga quanto para Cristiano Ronaldo. Apesar de seu físico quase fazer esquecer a idade na carteira de identidade, pensar em vê-lo ainda em campo na Copa do Mundo aos 45 anos está fora de questão.


    A edição de 2026 marcará, portanto, o fim de uma era, mas como os dois chegarão a este último e histórico encontro?

  • MESSI EM BUSCA DO BIS

    Para Messi, o objetivo é claro: buscar o bicampeonato mundial que nem mesmo Diego Armando Maradona conseguiu. A comparação com El Pibe já pertence ao passado; como se não bastassem as oito Bolas de Ouro de LaPulga e os 117 gols em 199 partidas pela Albiceleste, o triunfo no Catar 2022 permitiu preencher também essa lacuna na vitrine de troféus. Conquistar o título pela segunda vez e se consagrar campeão com a Argentina escreveria mais uma página da história, e ele seria o protagonista.


    Porque ainda hoje Messi é o fator decisivo nas ambições da equipe de Lionel Scaloni, que pode variar na escalação e escolher entre jogadores com características diferentes no ataque (Julian Alvarez e Lautaro Martinez, para citar duas maneiras distintas de interpretar a função de centroavante), mas nunca abre mão de seu capitão.


    Ele marca e faz os outros marcarem, dita o ritmo e cria jogadas: a idade passa, mas ele permanece, decisivo e indispensável. E ele chega em ótima forma, pois mesmo a primeira parte da temporada na MLS com o Inter de Miami o viu brilhar com 12 gols em 14 partidas: uma confirmação após os 43 gols em 49 partidas no total de 2025. Messi está presente, frase quase banal, mas atemporal.

  • A PRESSÃO SOBRE CR7 É UM RISCO PARA A SELEÇÃO PORTUGUESA

    E, por falar em gols, Cristiano Ronaldo não fica atrás, tendo encerrado a temporada com o Al Nassr com 30 gols em 36 partidas no total e a conquista da Saudi Pro League. Para CR7, porém, esta Copa do Mundo vale mais: há a pressão que sempre acompanha quem está atrás, um peso determinado por vários fatores.


    O cinco vezes Ballon d’Or não só continua sua busca pelos 1.000 gols na carreira (são 973 agora), cada vez mais próximos, mas tenta diminuir pelo menos parte da diferença para o eterno rival. A conquista da Copa do Mundo é o que falta para ele ganhar tudo e consagrar-se definitivamente no Olimpo do futebol, mas aos 41 anos falta-lhe também outra coisa: ele nunca marcou na fase de eliminatórias da Copa do Mundo, uma falha que sempre lhe foi cobrada em seu país e que ele quer apagar.


    E nesta edição, as ambições de realizar o sonho da Copa do Mundo são apoiadas como nunca por um elenco coeso, profundo e de excelente qualidade; basta pensar no meio-campo com os bicampeões europeus do Paris Saint-Germain, João Neves e Vitinha, ou em Bruno Fernandes, líder técnico e carismático. Paradoxalmente, o risco é que o grupo corra mais rápido do que sua estrela, que Roberto Martinez confirmou como o eixo central do projeto. É por isso que a gestão de Ronaldo será crucial para as ambições de Portugal; para o craque, talvez bastasse ser decisivo nos últimos 20 metros, deixando o trabalho “sujo” para os companheiros, mas, ao mesmo tempo, caberá a ele servir de para-raios e evitar que toda a pressão e o peso das expectativas recaiam sobre os outros jogadores. Afinal, é o fardo/honra que recai sobre os ombros dos maiores.

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  • QUANDO MESSI E RONALDO PODERÃO SE ENFRENTAR

    Mas quando os caminhos de Messi e Ronaldo poderão se cruzar nesta Copa do Mundo? O risco real é que o confronto direto não aconteça na final, seguindo quase o roteiro de um filme, mas muito antes disso.


    Tudo gira em torno da trajetória da Albiceleste e da Seleção portuguesa, que têm ambições reais de vencer seus respectivos grupos: a Argentina está no grupo J com Argélia, Áustria e Jordânia, enquanto Portugal está no K com República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia.


    Se ambas as seleções, conforme as previsões, terminarem em primeiro lugar, então, de acordo com o sorteio, poderão se enfrentar nas quartas de final. Messi e Ronaldo, nesse momento, se encontrariam de verdade pela última vez na Copa do Mundo: The Last Dance, exatamente.

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