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Juventus Inside Spalletti Carnevali 16 9Getty Images
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Spalletti e os jogadores não são "à altura da Juventus": Carnevali deve intervir imediatamente

Uma Juventus como nunca se viu. E não estamos falando do que aconteceu em campo, porque, infelizmente para os torcedores da Juventus, houve outras partidas como a derrota para a Lazio nos últimos anos. Basta lembrar, por exemplo, das derrotas para Atalanta e Fiorentina que custaram o cargo a Thiago Motta. O que não nos lembramos de ter visto, porém, é um pós-jogo como o ocorrido no fim da noite de domingo dentro do Allianz Stadium: um jogador emprestado, há apenas três meses em Turim (Guglielmo Vicario), enviado para falar primeiro na entrevista coletiva em um momento tão delicado; um capitão (Gleison Bremer) que joga abertamente a responsabilidade sobre parte dos companheiros, em uma atitude que os capitães recentes da Juventus (de Del Piero a Buffon, passando por Chiellini e Locatelli) jamais pensariam em adotar publicamente; um treinador (Luciano Spalletti) que, depois de repreender Bremer, declara não ter mais certeza de que o elenco o segue.


Coisas que não são da Juventus. Ou, pelo menos, que não são da "verdadeira Juventus", aquela que sempre se apresentava como um bloco unido, dentro e fora de campo, tanto na vitória quanto na derrota. Basta lembrar, por exemplo, das palavras responsáveis e que reafirmavam a identidade do clube ditas por Buffon no vestiário em Reggio Emilia, na temporada 2015-16, após uma derrota que deixava a Juventus na 12ª posição da tabela. Palavras que deram início à impressionante recuperação rumo ao título italiano.

  • Carnevali, mostre que tem nível para a Juventus

    Ontem, o espetáculo apresentado pela Juventus foi desconcertante: fora de campo e dentro dele, cada um por si, sem ideias e pensando primeiro no "eu", não no "nós". E, se para muitos jogadores desta Juventus e para o treinador isso talvez não seja novidade, já que o clube passou por muitas crises nestes meses e nestes anos, para a atual diretoria da Juventus este é o primeiro teste desse tipo.


    Para Giovanni Carnevali, sobretudo, mas também para Frederic Massara, esta é a primeira crise séria desde que chegaram à Juventus. E, para Carnevali, já é um teste importante: enquanto alguns jogadores, e talvez até o treinador, mostram não estar à altura da Juventus, Carnevali está à altura da Juventus?Hoje ele tem a primeira oportunidade de provar que sim, redefinindo a comunicação dos jogadores e da equipe com o público externo e, sobretudo, tomando uma decisão definitiva sobre o treinador. Um treinador que Carnevali não escolheu e que encontrou com uma renovação de contrato por dois anos recém-assinada. A temporada ainda é longa, mas já está escapando do controle: a Juventus pode se dar ao luxo de seguir com um técnico que talvez não seja mais seguido pelo elenco? Soluções e decisões são urgentes, antes que seja tarde demais e que a possibilidade de ficar fora da Champions League pela segunda vez consecutiva se concretize, com consequências dramáticas nos âmbitos esportivo e econômico.


    Para Carnevali, há duas soluções, sem rodeios: trocar de treinador ou defendê-lo com unhas e dentes, mesmo diante de um vestiário que talvez, como insinua Spalletti, esteja remando em outra direção.

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