Os dados coletados após a partida por sismólogos locais confirmaram que o rugido da torcida após o gol de Roberto foi registrado como um microterremoto. Para o PSG, a derrocada foi descrita pela imprensa como um “pesadelo” e uma “humilhação” que marcariam seu projeto por anos.
Cavani admitiu mais tarde que o choque daquela noite foi tão profundo que precisou de terapia psicológica para assimilá-lo. Para o Barcelona, foi o auge da era MSN: uma noite em que Neymar, eleito oficialmente o melhor em campo, saiu da sombra de Messi para protagonizar a participação de sete minutos mais influente da história da competição. Aquela segue sendo a maior virada já registrada na Champions League.
Em retrospecto, La Remontada foi mais do que um resultado: foi um catalisador para a era moderna do futebol europeu. Foi a noite que convenceu a cúpula catari em Paris a pagar a cláusula de rescisão de 222 milhões de euros de Neymar poucos meses depois, mudando para sempre o mercado de transferências.
Embora o Barcelona acabasse eliminado pela Juventus na fase seguinte, a lembrança daquela vitória por 6 a 1 permanece como um lembrete da capacidade do futebol de produzir milagres. Foi uma noite em que os esquemas táticos sucumbiram à força da crença humana, deixando como imagem duradoura a chuteira esticada de Roberto e o som de 96 mil almas gritando para as estrelas.