Sem dúvida, não se pode deixar de culpar Al Hamdan pela série de chances que desperdiçou e pela má tomada de decisão em alguns ataques, mas é possível analisar a questão de uma maneira um pouco diferente.
A capacidade de Al Hamdan reside em jogar logo atrás do atacante, como segundo homem de área, para invadir a grande área e aproveitar os espaços entre os dois zagueiros centrais, quando o primeiro atacante sai da área.
Esse é o valor de Al Hamdan, o que o diferencia dos demais, especialmente a partir de sua passagem pelo Al Nassr na temporada passada até agora, pois é um jogador de muita movimentação e bom em correr nos espaços, além de conseguir ameaçar o gol adversário com chutes potentes, o que aconteceu na última partida entre Al Nassr e Al Khaleej.
Já contar com ele como centroavante é uma ideia infrutífera, que não dará à seleção saudita a força necessária, ao contrário de Abdullah Al Salem, Firas Al Buraikan e Saleh Al Shehri, por exemplo, que são nomes que sabem atuar na posição de centroavante principal.
E Donis deveria saber disso, e fazer a mudança, seja recuando o jogo ou apostando em um centroavante, ajustando o esquema ao recolocar Al Hamdan como segundo atacante.