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Mohamed Salah e o Al-Ittihad: uma jornada rumo à retomada do topo ou à queda no abismo?

O nome do egípcio Mohamed Salah, ex-astro do Liverpool, voltou a ser associado à liga Roshan saudita mais uma vez, e desta vez ao clube Al-Ittihad, após o impasse nas negociações de sua transferência ao clube turco Besiktas durante a atual janela de transferências de verão.

O jornal turco "Sabah" afirmou que Salah aceitou se transferir para o clube Al-Ittihad durante o mercado de verão em curso, em troca de um salário anual no valor de 25 milhões de dólares.

  • Onde Salah jogará pelo Al-Ittihad?

    Ao longo de mais de 15 anos em sua carreira futebolística, Mohamed Salah se acostumou a jogar e brilhar na posição de ponta-direita, posição na qual se espera que atue no Al-Ittihad, embora isso possa mudar dependendo de alguns fatores.

    No momento, o Al-Ittihad já possui um jogador estrangeiro na posição de ponta-direita, o francês Moussa Diaby, mas seu nome está ligado a uma saída do clube durante o atual mercado de verão.

    Caso Diaby deixe o time, Salah será o novo ponta-direita do Al-Ittihad. Já em caso de sua permanência, o astro egípcio pode se ver jogando em uma posição à qual não se acostumou ao longo de toda a sua carreira, antes de nela se destacar recentemente.

    Essa posição pode ser a de armador ou de segundo atacante, sobretudo porque o alemão Jens Wessing, treinador do Al-Ittihad, aposta bastante no esquema 4-2-3-1, com a presença de um jogador atrás do centroavante.

    Em situação normal, esse jogador seria o argelino Houssem Aouar, mas seu nome também está ligado a uma saída do Al-Ittihad, o que pode abrir espaço para que Mohamed Salah ocupe essa posição.

    Salah se destacou nitidamente nessa posição com a seleção do Egito na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, onde marcou um gol e deu duas assistências em 5 partidas, sendo um dos melhores jogadores do Egito.

    Essa nova posição poupa o astro egípcio de boa parte do esforço físico, já que ele não é exigido a recuar defensivamente para ajudar o lateral, além de ajudá-lo a aproveitar sua experiência na distribuição da bola para os pontas e o atacante, e no controle do ritmo de jogo.

  • A crise do Al-Ittihad: maior do que Mohamed Salah

    Mas o maior problema está no fato de que Salah não pode ser a solução mágica para as crises do Al-Ittihad, porque o assunto é maior do que ele, e, ao mesmo tempo, o clube saudita não tem condições de resgatar a estrela egípcia no momento atual.

    Salah e o Al-Ittihad apresentaram um dos piores rendimentos na temporada passada, pois o clube saudita saiu de mãos vazias, sem títulos ou taças, após uma temporada histórica na qual conquistou a dobradinha da Liga Roshn e da Copa do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas.

    A equipe saudita encerrou o campeonato da liga na quinta colocação, além de se despedir da Liga dos Campeões da Ásia da Elite nas quartas de final, e da Copa do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas e da Supercopa Saudita nas semifinais.

    O "Al-Ameed" demitiu seu técnico francês Laurent Blanc no início da temporada, e depois o português Sérgio Conceição no fim dela, e agora inicia uma nova fase ao lado do técnico alemão Jens Wissing, que só atuou como treinador principal nos últimos 6 meses.

    Tecnicamente, o Al-Ittihad sofre com diversas outras carências que ainda não conseguiu suprir, como o meio-campo, no qual precisa de jogadores no mínimo, além da falta de confiança do técnico no atacante marroquino Youssef En-Nesyri.

    Todos esses indicadores apontam para uma temporada difícil para o Al-Ittihad, na qual Mohamed Salah pode contribuir para consertá-la, mas ele não será capaz de fazer isso sozinho.

  • Mohamed Salah: uma temporada difícil e uma pressão insuportável

    O próprio Salah também sofreu bastante na última temporada, quando ficou no banco de reservas em diversas partidas e não conseguiu agregar quando entrou em campo, até que tomou por conta própria a decisão de partir.

    O astro egípcio disputou 41 jogos pelo Liverpool na temporada passada, nos quais marcou 12 gols e deu 10 assistências, sendo a temporada mais fraca em números e também em desempenho na sua trajetória com o Liverpool.

    Com o evidente desgaste físico de Salah, ficou clara a sua necessidade de uma experiência mais tranquila, na qual não sinta grandes pressões sobre os ombros, algo que não seria possível no Campeonato Saudita de forma geral, e no Al-Ittihad em particular.

    A torcida do Al-Ittihad é extremamente exigente, e não há prova maior disso do que a demissão de Laurent Blanc, campeão da dobradinha do campeonato e da copa na temporada retrasada, após apenas 4 rodadas do início da temporada seguinte, mesmo tendo sido a primeira derrota depois de 3 vitórias.

    E como Salah chegaria como o novo rosto da equipe, após a saída do atacante francês Karim Benzema no último inverno, todos os olhos estarão voltados apenas para ele, à espera de que faça a diferença, algo que não conseguirá fazer sozinho.

    Portanto, a decisão de Salah de se transferir para o Al-Ittihad, caso se concretize, será uma grande aventura, que pode levar o astro egípcio de volta ao topo como o herói da salvação do Al-Ittihad, ou fazê-lo despencar ao abismo caso não alcance o sucesso esperado.

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