Bastou a lesão de Tomori para desestruturar completamente o Milan, que derreteu como neve ao sol.
Foi o momento em que a noite mudou para pior: a saída de um jogador que, no verão, era considerado um "rejeitado", só foi reintegrado após o fechamento da janela de transferências e só entrou em campo semanas depois, por necessidade.
Isso deve servir de reflexão: é mais uma prova de que Amorim tem à disposição um elenco terrivelmente limitado em número de jogadores.
A culpa grave é da diretoria, que, diante do Campeonato, da Europa League e da Copa da Itália, além dos compromissos cada vez mais numerosos das seleções e do risco crescente de lesões, deveria ter montado um grupo maior e com mais qualidade.
O treinador tem responsabilidades evidentes. A insistência em Estupinan continua incompreensível, assim como certas substituições de ontem. É o caso de Hutchinson: era um dos melhores em campo, inclusive sem a bola. Havia recuperado várias bolas pressionando, uma delas passada a Cisse para o gol. Tirá-lo foi um erro.
A escalação com que termina a partida é um caos total.



