Zero finalizações em direção ao gol do Bologna. E, desta vez, nem mesmo a atuação serve para salvá-lo. Goncalo Ramos esteve entre os piores em campo na dura derrota do Milan para o Bologna em San Siro. Talvez, ao lado de de Winter, tenha sido o pior de todos. Isso porque não finalizou em direção ao gol nenhuma vez, nem por acaso, e logo perdeu a paciência com a marcação dos defensores adversários.
GettyNERVOSISMO PELA CRISE DE GOLS
Já contra a Udinese, Ramos havia gastado muita energia reclamando com o árbitro do tratamento recebido dos defensores da Udinese. Ontem à noite, aconteceu algo semelhante, mas a reclamação foi mais intensa, certamente mais ostensiva. Como se quisesse extravasar uma frustração cada vez maior: Ramos marcou apenas dois gols no campeonato, um deles de pênalti. Pouco, muito pouco para o jogador mais bem pago da história do Milan.
AMORIM PRECISA RESOLVER O PROBLEMA
Nas primeiras partidas, Ramos muitas vezes passou em branco, mas a atuação nunca deixou a desejar: as belas assistências contra o Lecce, o sacrifício contra a Lazio. Uma questão permanece: sua posição em campo. Amorim precisa levá-lo para a área; Ramos como meia-atacante não traz bônus para o Milan. Pelo contrário.
Contra o Bologna, há um dado ainda mais preocupante: Ramos não chutou nenhuma vez ao gol. Contra a Udinese, na rodada anterior, chutou apenas uma vez. São números de zagueiro, não da única referência ofensiva da equipe. O problema não pode ser explicado apenas por um rendimento abaixo da média do jogador, mas também por um grande equívoco tático que já não pode ser subestimado.
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