Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
World Cup GOAT GFXGetty/GOAL
Traduzido por

Lionel Messi, Pelé, Kylian Mbappé e os 10 melhores jogadores da história da Copa do Mundo - classificação

Mas quem são os melhores entre os melhores, a nata da Copa do Mundo? Quais jogadores brilharam no maior palco do futebol como nenhum outro? Estamos falando das figuras icônicas que deixaram uma marca indelével não apenas em uma Copa do Mundo, mas em várias edições.

A seguir, o GOAL tenta o impossível ao classificar os 10 melhores jogadores da história do torneio, uma tarefa tão difícil que, mesmo agora, ainda nos perguntamos se estávamos realmente no nosso juízo ao deixar de fora nomes como Garrincha, Vava, Jairzinho, Romário, Paolo Rossi, Paolo Maldini, Lothar Matthäus, Uwe Seeler, Michel Platini, Bobby Moore, Johan Cruyff e Mario Kempes!

  • TOPSHOT-FBL-WC-2014-MATCH64-GER-ARGAFP

    10Miroslav Klose (Alemanha)

    Miroslav Klose é um dos melhores jogadores de todos os tempos? Não, de forma alguma. No âmbito dos clubes, Klose sempre foi um atacante muito bom, mas nunca chegou a ser realmente um grande jogador — mesmo sendo considerado uma espécie de lenda na Lázio.

    No âmbito internacional, porém, Klose era outra história: um atacante altruísta que, mesmo assim, marcava gols com facilidade. De fato, o alemão marcou 71 gols em 137 partidas pela seleção de seu país. Notavelmente, 16 desses gols foram marcados em finais de Copa do Mundo, o que levou o vencedor da Chuteira de Ouro de 2006 a superar Ronaldo como o maior artilheiro de todos os tempos do torneio na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

    De forma bastante apropriada, Klose assumiu de vez o recorde na sensacional goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre a Seleção em Belo Horizonte — na mesma noite em que se tornou o primeiro jogador a disputar quatro semifinais consecutivas da Copa do Mundo.

    Em termos de consistência, Klose realmente era único, e ele não poderia ter esperado por um final melhor para sua notável carreira internacional, ao se despedir depois de ajudar seu país a derrotar a Argentina na final de 2014.

    Obviamente, sua marca histórica já foi igualada por Lionel Messi — mas ele não se incomoda com isso, já que se descreve como um “grande fã” do “gênio” argentino.

    Ainda assim, embora Klose nunca tenha estado nesse nível de jogador, ele era, como Gary Lineker destacou, incrível no jogo aéreo (marcou cinco gols de cabeça só na Copa do Mundo de 2002!) e um “caçador de gols” supremo que quase sempre cumpria sua missão pela seleção. De fato, a Alemanha nunca perdeu uma partida em que Klose marcou!

  • CUP-FR98-BRA-FRA-ZIDANE-DJORKAEFF-2AFP

    9Zinedine Zidane (França)

    Uma das figuras mais marcantes da história do futebol, Zinedine Zidane era tão elegante quanto temperamental, o gênio imperfeito por excelência. Em nenhum outro lugar essa dualidade ficou mais evidente do que na Copa do Mundo.

    A estreia de Zidane em uma Copa do Mundo, em 1998, quase chegou a um fim prematuro devido a um cartão vermelho sem sentido na fase de grupos, por ter pisado em Fuad Anwar, da Arábia Saudita, mas a França chegou às quartas de final sem ele, e o meia-atacante acabou efetivamente conquistando a Copa do Mundo para os anfitriões ao marcar dois gols na surpreendente goleada sobre o Brasil na final.

    Os “Les Bleus” foram eliminados de forma sensacional logo na primeira fase quatro anos depois, no Japão e na Coreia do Sul, e Zidane precisou ser convencido a voltar da aposentadoria da seleção para participar da campanha de seu país em 2006.

    “O que vou dizer pode parecer exagero, mas é a verdade: Deus existe e ele voltou à seleção da França”, declarou Thierry Henry, entusiasmado, antes do torneio na Alemanha.

    As atuações de Zidane foram certamente divinas, mas depois de levar a França à final com uma demonstração após outra de sua excelência natural, a raiva tomou conta dele novamente em Berlim, onde foi expulso por, possivelmente, a cabeçada mais famosa da história da humanidade, contra Marco Materazzi, que insultou a irmã do francês.

    Mais tarde, Zidane explicou: “Minha paixão, meu temperamento e meu sangue me fizeram reagir.” Mas sua visão, sua elegância e sua determinação fizeram dele um merecido vencedor da Bola de Ouro do torneio.

  • SOCCER-WORLD CUP 74-WEST GERMANY-NETHERLANDSAFP

    8Gerd Müller (Alemanha)

    Gerd Müller foi simplesmente o maior artilheiro que o futebol já viu. A lenda do Bayern de Munique era extremamente veloz nos primeiros cinco jardas e, apesar de ser baixo e robusto, era incrível no jogo aéreo.

    Mais importante do que tudo, porém, Müller possuía o mais apurado dos instintos de artilheiro, o que o tornava o predador definitivo da grande área. De fato, Franz Beckenbauer admitiu que se sentia feliz por ter passado quase toda a sua carreira nos clubes e na seleção jogando ao lado de Müller, em vez de contra ele, pois nem mesmo ele conseguia conter seu compatriota nos treinos.

    Müller tinha uma média de gols absurda pela Alemanha (69 gols em 62 partidas) e o que é notável é que ele foi igualmente prolífico na Copa do Mundo.

    Em 13 partidas disputadas em duas edições do torneio, o atacante atarracado marcou 14 vezes, incluindo o gol da vitória na final de 1974 contra a Holanda, quando a Alemanha conquistou o título em casa.

    “Já marquei gols melhores”, admitiu Müller mais tarde, “mas o mais importante foi aquele que nos tornou campeões mundiais”. E consolidou seu status como ícone da Copa do Mundo.

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga GOAL no Google
  • WC2002-GER-BRA-CAFU CUP-KISSAFP

    7Cafu (Brasil)

    Na Itália, Cafu ficou conhecido como “Il Pendolino” (um trem de alta velocidade), apelido que se encaixava perfeitamente em um lateral-direito que parecia passar os 90 minutos inteiros de cada partida subindo e descendo pela linha lateral. Sir Alex Ferguson chegou a brincar certa vez que o brasileiro devia ter dois corações para conseguir manter aquele ritmo de trabalho impressionante.

    Cafu era certamente um fenômeno da natureza e uma fonte de inspiração para toda uma geração de laterais-direitos, que buscavam imitar sua notável habilidade de atuar efetivamente como um ala adicional, sem nunca negligenciar suas funções defensivas.

    O aparentemente incansável e universalmente querido Cafu disputou quatro Copas do Mundo no total — e atuou em três finais, um recorde. Na verdade, ele não foi titular na decisão de 1994, mas entrou em campo logo no início após uma lesão de Jorginho e contribuiu para que o Brasil mantivesse o gol invicto, o que levou à vitória nos pênaltis sobre a Itália.

    No entanto, quando chegou a França 98, Cafu já era amplamente considerado o melhor lateral-direito ofensivo do mundo e, embora a Seleção tenha sido derrotada na final pelos anfitriões, Cafu conquistou sua segunda Copa do Mundo — e a primeira como capitão — depois que o Brasil venceu a Alemanha por 2 a 0 em Yokohama.

    Foi o momento de consagração da carreira de Cafu e, em uma das imagens mais memoráveis da história do torneio, ele se destacava acima de todos ao erguer o troféu, em pé precariamente no topo do pódio, e pensava consigo mesmo: “Missão: cumprida”.

  • FOOTBALL-WORLD CUP-GERMANYAFP

    6Franz Beckenbauer (Alemanha)

    Glenn Hoddle disse certa vez que “a marca de um grande jogador é a capacidade de ser igualmente eficaz em diferentes épocas”. Ele se referia a Franz Beckenbauer, que disputou três Copas do Mundo consecutivas em uma época em que o futebol passava por grandes mudanças — e brilhou em todos os três torneios porque estava na vanguarda dessa mudança.

    “Der Kaiser” era o meio-campista versátil que foi transferido para a defesa e, se não inventou a função de líbero, tornou-se seu maior expoente.

    Beckenbauer desempenhou um papel fundamental na conquista do vice-campeonato da Alemanha Ocidental na Copa do Mundo de 1966, marcando quatro gols no caminho até a final, e também balançou as redes na famosa vitória sobre a Inglaterra no México, quatro anos depois. No entanto, sua participação é mais lembrada pelo fato de ele ter terminado “O Jogo do Século” com o braço deslocado em uma tipoia, pois se recusou a sair de campo depois que a Alemanha já havia feito as duas substituições permitidas durante a épica derrota na semifinal para a Itália.

    E assim, embora os torcedores neutros de todo o mundo tenham ficado arrasados ao ver Johan Cruyff e o restante dos “jogadores do Futebol Total” da Holanda terminarem do lado perdedor na final da Copa do Mundo de 1974, ninguém poderia argumentar que Beckenbauer não merecia finalmente colocar as mãos no troféu após a vitória da Alemanha Ocidental por 2 a 1 sobre os holandeses em Munique. Ele era, como disse Karl-Heinz Rummenigge, “o jogador perfeito”, um jogador versátil que unia estilo e substância.

  • KYLIAN MBAPPE FRANCEGetty Images

    5Kylian Mbappé (França)

    Kylian Mbappé nunca conquistou a Liga dos Campeões nem a Bola de Ouro, e ainda tem apenas 27 anos. No entanto, o status do atacante francês como lenda da Copa do Mundo já é indiscutível.

    Em sua primeira fase final, na Rússia em 2018, Mbappé foi eleito o Melhor Jovem do Torneio após marcar quatro gols durante a conquista da França, incluindo um na final, tornando-se assim o primeiro adolescente a conseguir isso desde Pelé, em 1958. “Bem-vindo ao clube”, escreveu o ícone brasileiro nas redes sociais. “É ótimo ter companhia.”

    Quatro anos depois, Mbappé entrou para outro clube exclusivo, antes reservado apenas a Sir Geoff Hurst, ao marcar apenas o segundo hat-trick em uma final de Copa do Mundo. Não foi o suficiente para conquistar o segundo título consecutivo, mas rendeu a Mbappé a Chuteira de Ouro e elevou sua contagem total apenas nas finais para quatro gols — mais do que qualquer outro jogador na história do torneio.

    No entanto, ele também é agora o maior artilheiro de todos os tempos da Copa do Mundo, após marcar 10 gols na edição de 2026, elevando sua contagem total para 22 — e isso em apenas 22 partidas. Com isso, Mbappé também conquistou sua segunda Chuteira de Ouro — outra conquista que ninguém havia alcançado antes da chegada do fenômeno francês.

  • Brazilian forward Ronaldo celebrates after scoringAFP

    4Ronaldo (Brasil)

    Por que Ronaldo sofreu uma crise convulsiva antes da final da Copa do Mundo de 1998 continua sendo um mistério. O que sabemos, porém, é que a partida teria sido bem diferente se o atacante brasileiro estivesse em condições físicas e mentais adequadas para jogar em Paris.

    Na época, não havia atacante mais temido no futebol. “O Fenômeno” realmente fazia jus ao seu apelido; ele era diferente de tudo que já tínhamos visto antes, um atacante dotado da velocidade explosiva e do preparo físico de um velocista, além das habilidades brilhantes de um ponta. Consequentemente, embora tenha sido uma sombra do que costumava ser na derrota do Brasil por 3 a 0 para a França, Ronaldo ainda foi eleito o melhor jogador do torneio graças a uma série de atuações sensacionais.

    Curiosamente, ele ficou de fora da Bola de Ouro de 2002, que, de forma bizarra, foi para Oliver Kahn, mas o torneio na Coreia do Sul e no Japão foi marcado pela redenção de Ronaldo, com o camisa 9 do Brasil marcando oito gols em sete jogos, incluindo dois na final.

    “Estou aos poucos percebendo o que realmente aconteceu”, disse o centroavante após passar quase quatro anos lutando contra lesões incessantes. “Minha felicidade e minhas emoções são tão grandes que é difícil de compreender. Já disse antes que minha grande vitória foi voltar a jogar futebol, voltar a correr e voltar a marcar gols. Mas essa vitória, pelo nosso quinto título mundial, coroou minha recuperação e o trabalho de toda a equipe.”

  • TOPSHOT-WORLD CUP-1986-ARG-ENGAFP

    3Diego Maradona (Argentina)

    Ninguém dominou uma Copa do Mundo como Diego Maradona em 1986. O jogador com maior talento natural que o futebol já viu estava no auge de suas habilidades e, mais importante do que qualquer outra coisa, totalmente focado no futebol.

    Maradona, que levava um estilo de vida notoriamente hedonista em Nápoles, passou meses se preparando fisicamente para o México 86, na tentativa de se redimir de uma campanha traumática na Espanha quatro anos antes, quando foi expulso na última partida da Argentina na segunda fase de grupos, contra o Brasil, após sofrer uma falta brutal atrás da outra ao longo de suas cinco partidas.

    No México, porém, simplesmente não havia como parar Maradona. A Argentina marcou 14 gols em sua trajetória rumo ao segundo título — seu capitão esteve diretamente envolvido em 10 deles. É claro que foram os dois gols que ele marcou nas quartas de final contra a Inglaterra que definiram Maradona, que marcou um gol com a “Mão de Deus” — e outro com o próprio pé esquerdo.

    O legado de Maradona na Copa do Mundo seria mais tarde manchado pelo resultado positivo em um teste antidoping na Copa dos EUA de 1994, e ele continua sendo uma das figuras mais polêmicas do futebol. No entanto, seu status como um dos grandes nomes da Copa do Mundo simplesmente não pode ser questionado. Toda a carreira de Maradona foi, parafraseando seu ex-companheiro de equipe Jorge Valdano, ele contra o mundo, e, no México de 1986, ele venceu.

  • FBL-WC-2022-MATCH64-ARG-FRA-TROPHYAFP

    2Lionel Messi (Argentina)

    Por mais de 15 anos, Lionel Messi manteve um nível de excelência constante que o diferenciou dos demais jogadores da história do futebol. No entanto, seu status como o maior de todos os tempos continuava sendo questionado, pois ele ainda não havia conquistado uma Copa do Mundo. Messi chegou perto em 2014, quando recebeu a Bola de Ouro, mas não o troféu que mais almejava, já que a Argentina sofreu uma derrota agonizante na prorrogação para a Alemanha, no Rio de Janeiro.

    Parecia, portanto, que a janela de oportunidade de Messi havia se fechado após a derrota de seu país para a França nas oitavas de final da Rússia 2018. No entanto, quatro anos depois, no Catar, Messi, aos 35 anos, desafiou o tempo ao realizar a melhor campanha individual em uma Copa do Mundo desde Diego Maradona em 1986.

    Depois de salvar a Argentina de uma eliminação embaraçosa na primeira fase, ele se tornou o primeiro jogador da história a marcar gols na fase de grupos, nas oitavas de final, nas quartas de final, nas semifinais e na final. Ele também foi eleito o Melhor Jogador da Partida em todas as rodadas da fase eliminatória, tornando sua segunda Bola de Ouro (também um recorde) uma mera formalidade.

    Esperava-se que Messi se despedisse da cena internacional após encerrar efetivamente sua carreira no Catar, graças à vitória da Argentina nos pênaltis contra a França, mas ele voltou para sua sexta participação em uma final e, contra todas as expectativas, levou os jogadores de Lionel Scaloni a mais uma final com oito gols e quatro assistências, consolidando assim seu status como o maior jogador de todos os tempos.

  • Pele Brazil Italy 1970 World Cup finalGOAL

    1Pelé (Brasil)

    Quem mais poderia ser o número 1 — pelo menos por enquanto — senão o homem conhecido como “O Rei”?! Pelé é o único jogador da história a ter participado de três campanhas vitoriosas na Copa do Mundo e, embora tenha desempenhado apenas um papel secundário na conquista do Brasil em 1962 devido a uma lesão, ele foi a grande estrela tanto em 1958 quanto em 1970.

    Pelé tinha apenas 17 anos quando ergueu o troféu Jules Rimet na Suécia, onde conquistou seu lugar na escalação titular da Seleção antes de brilhar nas fases eliminatórias, marcando o gol da vitória contra o País de Gales nas quartas de final, um hat-trick histórico na vitória por 5 a 2 sobre a França nas semifinais e dois gols na vitória na final contra o país anfitrião. Just Fontaine, na verdade, conquistou a Chuteira de Ouro do torneio, com um recorde de 13 gols, mas o atacante francês admitiu mais tarde: “Quando vi Pelé, senti que deveria pendurar as chuteiras”.

    Doze anos depois, no México, Pelé pintou sua obra-prima, quando a que talvez seja a melhor seleção da história do futebol varreu todos os adversários graças à genialidade de seu carismático camisa 10, que marcou quatro gols no total, incluindo um na icônica vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final.

    “Eu disse a mim mesmo antes do jogo: ‘Ele é feito de pele e ossos, assim como todo mundo’”, revelou mais tarde o zagueiro da Azzurra, Tarcisio Burgnich. “Mas eu estava errado.”