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Cm grafica Alajbegovic Juventus Inside 16 9Getty Images
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Juventus, é assim que você perde Alajbegovic: ele ainda pode evoluir, outros já não podem mais

O empate por 2 a 2 com o Rennes na Liga Europa não agrava a crise da Juventus, mas também não a resolve. Deixando de lado o gol que poderia ter feito o placar chegar a 3 a 2, anulado de forma discutível, e a reação positiva da equipe após sair atrás no placar, o time de Luciano Spalletti também mostrou suas muitas limitações: de atitude, táticas e técnicas. A posição na Liga Europa, de todo modo, é boa: a Juventus está entre os oito primeiros e busca a classificação direta às oitavas de final, sem passar pelos playoffs. Uma situação mais favorável do que a do Campeonato Italiano, em que a Velha Senhora ocupa apenas o oitavo lugar.


Além dos pontos e das posições na tabela, Juventus x Rennes também revelou muita coisa sobre o time, o técnico e os jogadores. Enquanto Luciano Spalletti tenta de tudo do ponto de vista tático, com mudanças frequentes de esquema, inclusive durante as partidas, para encontrar a formação mais adequada aos jogadores que tem à disposição, o jogo de quinta-feira à noite, somado à derrota para a Lazio no Campeonato Italiano, deu muitos sinais sobre o desempenho individual dos atletas.


  • QUEM NÃO TEM MARGEM PARA MELHORAR

    A sensação é de que há muitos jogadores no elenco da Juventus sem grande margem de evolução. Entre altos e baixos, em maior ou menor grau, há jogadores da Juventus cujo rendimento permaneceu praticamente o mesmo com Thiago Motta, Igor Tudor e Spalletti. Pensemos, por exemplo, em Bremer, Gatti, Cambiaso, Douglas Luiz, McKennie, Kalulu e Nico Gonzalez, além dos lesionados Locatelli e Thuram. São jogadores já formados, com qualidades e defeitos definidos: com outro treinador (Conte, Inzaghi), poderiam realmente melhorar tanto? Poderiam dar uma guinada? É legítimo ter dúvidas.


  • APOSTAR EM QUEM PODE MELHORAR

    A Juventus, por sua vez, precisa e pode trabalhar com os jogadores recém-chegados e, sobretudo, com os mais jovens. São eles que podem e devem encontrar sua identidade e seu espaço. São eles que têm margem para evoluir, bastante em alguns casos. É o caso de Woltemade (mas há o problema de ele estar emprestado sem opção de compra e, portanto, não poder ser incluído em um projeto) e, sobretudo, é claro, de Yildiz, quando voltar da lesão, e, neste momento, de Alajbegovic.

  • O CASO ALAJBEGOVIC

    É no bósnio nascido em 2007, em particular, que queremos nos concentrar hoje. O ex-jogador do Salzburg havia começado bem a temporada, mostrando talento e grande potencial, como também se viu em sua seleção, mas as últimas atuações deram sinais opostos. Alajbegovic também tem sua parcela de responsabilidade, claro, mas há a dúvida de que a instabilidade da equipe, as mudanças de esquema (em especial o 3-5-2, que não combina com suas características), as incertezas sobre o futuro do treinador e as dificuldades dos jogadores mais velhos, aqueles que, em tese, deveriam liderar o grupo, estejam agora prejudicando a adaptação do camisa 17. É uma situação que a Juventus deve tentar evitar a todo custo.


    Em outras palavras: é melhor dar mais espaço a um jovem de 19 anos com potencial para ser um craque, mesmo correndo o risco de que cometa erros por inexperiência, do que a jogadores cujas limitações (muitas) e qualidades (poucas) são evidentes e reconhecidas.

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