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Inter: quem é Pedro Henrique, de rival na Champions a novo alvo para a lateral

O jogo da Champions League em que a Inter venceu o Shakhtar Donetsk mesmo com dez jogadores contra 11 não serviu apenas para renovar o entusiasmo e dar impulso à campanha europeia da equipe. Foi também uma oportunidade para os responsáveis pelo mercado de transferências da Inter observarem de perto um talento que já havia sido recomendado e que pode se tornar um alvo concreto para o futuro do elenco.

Quem impressionou e convenceu quanto ao potencial de um investimento foi, em particular, o lateral brasileiro Pedro Henrique, nascido em 2002 e cujo valor já está disparando. Mas vamos conhecê-lo melhor.


  • O JOGO CONTRA A INTER

    Pedro Henrique foi titular contra a Inter e ficou em campo durante todos os 93 minutos da partida. Para ser justo, não se destacou no ataque, sobretudo por um lado do campo em que enfrentou Spence, que não estava em sua melhor forma, e depois a dupla Diouf e Luis Henrique. Por outro lado, impressionou os olheiros da Inter e o próprio Marotta pela grande explosão na recomposição defensiva, pela firmeza nos duelos individuais e por uma capacidade de correr quase inesgotável, como um motorzinho.

  • CORRERIA E QUALIDADE

    Canhoto de origem, tem na resistência aliada à grande velocidade em espaços curtos o ponto forte de seu estilo de jogo. Escalado como lateral em uma linha de quatro, também sabe atuar pela direita, com o pé trocado. Com essas qualidades físicas, estaria pronto para se adaptar sem problemas à função de ala, cobrindo toda a faixa do campo em um meio-campo de cinco.

    Qualidade com a bola nos pés também não falta: na temporada, já soma um gol (um forte chute de fora da área) e uma assistência. São números em clara evolução nos últimos anos, período em que acumulou 12 assistências e três gols.

  • A controversa transferência para o Athletico Paranaense

    Pedro Henrique Azevedo Pereira nasceu em 11 de julho de 2002 em Salvador, no estado da Bahia, no Brasil. Formou-se nas categorias de base do Vitória e começou, na verdade, como ponta. Passou gradualmente a atuar mais recuado até estrear no time principal, em 2020. Suas atuações levaram o Athletico Paranaense a investir nele em 2021.

    A transferência, porém, foi motivo de disputa entre os dois clubes. O Vitória acusou o Furaçao de não cumprir a promessa de devolvê-lo por empréstimo após a contratação, enquanto o Athletico Paranaense sustentava que o havia contratado a custo zero para não pagar pelo passe. Pedrinho (apelido usado porque seu pai se chamava Pedro) chegou a ficar sem jogar por um breve período. O caso foi parar na Câmara Nacional de Disputas da CBF, que determinou o pagamento de 8,5 milhões de reais para encerrar a negociação.

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  • E O ESCÂNDALO DAS APOSTAS

    Em 2023, por sua vez, ele se envolveu no escândalo de apostas batizado de Penalidade Maxima, no qual foi formalmente investigado e acusado de ter aceitado 80 mil reais para receber um cartão amarelo durante a partida contra o Cuiabá (cartão que, de fato, recebeu).

    Naquele ano, antes mesmo de os promotores formalizarem a acusação, o Athletico Paranaense decidiu rescindir seu contrato e o do companheiro de equipe Bryan Garcia (fonte: Globo Esporte). Só pouco depois ele decidiu aceitar a proposta do Shakhtar Donetsk, deixar o Brasil e recomeçar sua carreira na Europa.

  • VALE 25 MILHÕES

    Hoje, é peça fundamental do Shakhtar Donetsk de Arda Turan, e suas atuações não passam despercebidas, não só em Milão, mas também na Europa. A equipe ucraniana, comandada pelo diretor esportivo Darijo Srna (LEIA AQUI NOSSA ENTREVISTA), é um clube que vende, sim, mas cobra caro por suas joias. Com um contrato válido até 30 de junho de 2030, o Shakhtar já estabeleceu o preço do passe de Pedro Henrique em pelo menos 25 milhões de euros.