Atualmente, o Al-Hilal conta com 11 jogadores estrangeiros em seu elenco, mas não conseguirá escalar 8 deles como titulares em nenhuma partida, apesar de os regulamentos permitirem isso, devido a um mau planejamento, especificamente na posição de centroavante.
O Al-Hilal dispensou 4 atacantes na última janela de transferências de verão. Alguns podem pensar que o mais importante deles seria o francês Karim Benzema, ou o brasileiro Marcos Leonardo, ou até mesmo o uruguaio Darwin Núñez, porém o mais importante foi o quarto jogador.
Trata-se do atacante saudita Abdullah Radif, de quem o Al-Hilal abriu mão de forma gratuita, transferindo-se para o Al-Ahli em uma negociação de transferência livre, após disputa com o vizinho e outro rival tradicional, o Al-Ittihad.
O erro cometido pelo Al-Hilal com a saída de Radif não está no fato de ele ser melhor do que qualquer um dos atacantes remanescentes ou que partiram, mas sim relacionado à sua nacionalidade.
Radif era uma solução ideal para o Al-Hilal como atacante reserva do inglês Ollie Watkins nas partidas da Roshn League, a fim de dar ao time a capacidade de aproveitar todos os oito estrangeiros na escalação titular, em vez de manter um deles como reserva, como vem ocorrendo recentemente.
Inzaghi se viu obrigado a manter o marfinense Mohamed Kader Meïté no banco de reservas, utilizando apenas 7 estrangeiros na escalação titular, para poder contar com ele caso decida substituir Watkins por qualquer motivo.
Esse dilema começou na última janela de transferências de inverno, quando Abdullah Al-Hamdan saiu para o Al-Nassr e Radif deixou o clube por empréstimo. E, embora o time tenha sofrido por causa disso na segunda metade da temporada passada, ele não resolveu essa crise na janela de transferências de verão.
Por causa disso, Inzaghi será obrigado a utilizar apenas 7 estrangeiros na escalação titular, ou a não colocar um atacante reserva no banco, contando com a capacidade dos jogadores de ponta para ocupar essa posição em caso de necessidade.