Quase três meses após a final da Copa Africana das Nações, o continente africano continua sob o impacto de uma cena absurda que resume uma crise sem precedentes na história do futebol africano, em que a coroa continental se transformou em uma disputa jurídica aberta entre o Senegal e o Marrocos, em um caso que ameaça a credibilidade da Confederação Africana de Futebol (CAF) e a coloca no centro da tempestade.
A final, disputada no Estádio Moulay Abdallah, em Rabat, não terminou efetivamente com o apito do árbitro, mas deu início a um novo capítulo do conflito.
Enquanto o Senegal afirma ter vencido em campo, o Marrocos insiste que o título deve ser concedido administrativamente após a desistência do adversário. Entre um lado e outro, o continente se encontra em um impasse histórico sem precedentes.







