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Argentina - Brazil | 1946Getty Images

Brasil x Argentina: as maiores pancadarias entre os rivais

A rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol já foi muito mais tensa do que é atualmente. Hoje volta e meia há um burburinho, muita pressão na arbitragem... mas isso já foi muito maior. Entretanto, na maior parte das vezes eram coisas pertencentes ao futebol: faltas mais duras, reclamações e cartões vermelhos, por exemplo.

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Mas a realidade já foi infinitamente mais dura. Inclusive com policiais entrando em campo para agredirem adversários, clima de vingança e jogador deixando gramado desacordado após ser agredido. Confira este tenso histórico abaixo.

  • Mazinho Seleção Brasil 1994 04 08 2017Getty Images

    1Copa América 1991

    Brasil e Argentina se encontraram no quadrangular final da competição. O jogo estava 1 a 1 quando o atacante Caniggia passou a irritar os brasileiros com sua catimba, e foi além ao dar uma cotovelada em Mazinho... que revidou. Ambos foram expulsos.

  • Sul-Americano 1946  Brasil Argentina 07 11 2016Reprodução

    2Sul-Americano 1946 - jogador desacordado e rompimento

    Em um choque casual entre Ademir e o zagueiro Battagliero, o argentino levou a pior e quebrou a perna na Copa Roca de 1945. Um ano depois, os países se encontraram pelo Sul-Americano [atual Copa América] em Buenos Aires. E o povo queria vingança: um circo foi armado, com Battagliero sendo exibido de maca pelo campo do River Plate antes do pontapé inicial. O jogo virou guerra depois que Salomón pisou torto no gramado e quebrou, ele, sua própria perna. Culpando os brasileiros, a torcida argentina invadiu o campo. Chico ficou desacordado e, sem sentido, foi transportado para o vestiário. O jogo seguiu e o Brasil perdeu por 2 a 0, mas os acontecimentos fizeram com que a CBD rompesse relações com a AFA. Apenas dez anos depois haveria um novo Brasil x Argentina.

  • Mazinho Seleção Brasil 1994 04 08 2017Getty Images

    3 Copa Roca 1939 - Juiz deu até tapa na cara!

    Após sofrer uma goleada por 5 a 1 para os argentinos, a primeira do Brasil dentro de seu território para equipes estrangeiras, a polícia brasileira deu o troco, na segunda partida, em relação às agressões sofridas no Sul-Americano de 1937. Os hermanos deixaram o campo após reclamarem de um pênalti quando o duelo estava empatado em 2 a 2. A bizarrice é que os argentinos foram se esconder no vestiário onde estavam os jogadores do Andaraí, que haviam feito a preliminar. Por terem camisa igual à dos argentinos, eles também sofreram para os cacetetes.

    No terceiro jogo, para mostrar “que tinham moral”, o árbitro brasileiro Juca da Praia acertou um tapa na cara de Salomón, capitão argentino. O jogador caiu quase desacordado, e voltou dez minutos depois bem mais calmo.

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  • Mazinho Seleção Brasil 1994 04 08 2017Getty Images

    4Sul-Americano 1937 - uma "quase chacina"

    Brasil e Argentina disputavam o título continental em Buenos Aires. O tempo regulamentar terminou sem gols, mas os brasileiros não quiseram voltar para os gramados. Motivo? Violência da polícia local e dos torcedores. Entretanto, os brasileiros encontraram as portas do vestiário fechadas e tiveram que voltar. Foram derrotados por 2 a 0. A crônica publicada pelo Jornal dos Sports disse que os jogadores foram “quase chacinados”.