A confusão que desencadeou todas as consequências começou ainda no gramado, nos minutos finais da decisão do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG, e rapidamente ganhou grandes proporções.
Jogadores e membros das comissões técnicas dos dois lados se envolveram em agressões, empurrões e trocas de provocações, transformando o encerramento da partida em um cenário de tumulto generalizado.
O episódio chamou atenção não apenas pela intensidade, mas também pelo número de envolvidos. O árbitro Matheus Delgado Candançan registrou 23 expulsões na súmula, um número incomum mesmo para clássicos de alta tensão.
As consequências foram definidas nos bastidores. Cada atleta expulso deverá cumprir quatro jogos de suspensão, além de multa de R$ 400 mil para cada clube. As punições ainda dependem de homologação do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG), mas já fazem parte de um acordo firmado entre as partes.
Cruzeiro, Atlético-MG e a Procuradoria chegaram a uma solução chamada transação disciplinar, apresentada ao plenário do tribunal. Além das sanções esportivas e financeiras, os clubes se comprometeram a realizar campanhas de doação para a região da Zona da Mata e promover ações educativas contra a violência no futebol.
Agora, o caso aguarda análise final do tribunal, que deve avaliar o acordo em caráter de urgência. Enquanto isso, a Procuradoria solicitou a suspensão do processo até a homologação oficial das medidas estabelecidas.









