O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, insistiu na defesa a "Superliga", mesmo após a desistência dos outros gigantes europeus. Em entrevista ao diário "AS", da Espanha, o dirigente voltou a falar da necessidade de mudanças no futebol. A competição anunciada originalmente com 12 grandes europeus durou poucos dias e teve desistências dos ingleses Arsenal, Manchester City, Manchester United, Liverpool, Chelsea e Tottenham, dos italianos Milan, Juventus e Inter de Milão, e do espanhol Atlético de Madrid. Apenas Barcelona e o próprio Real Madrid não recuaram na ideia.
"Não é um plano excludente nem vai contra as ligas. O projeto Superliga é o melhor possível, e foi feito para ajudar o futebol a sair da crise. O futebol está gravemente ferido porque sua econômia se funde e tem de se adaptar à época em que vivemos. A Superliga não vai contra os campeonatos locais e tem como objetivo fluir mais dinheiro para todo o futebol. Foi pensada para dar mais interesse aos jogos", disse Florentino Pérez.
"Acredito que a nova reforma da UEFA tampouco seja a solução do problema porque o que foi apresentado nem sequer é melhor do que o que existe. Além disso, não podemos esperar até 2024. Por fim, alguma coisa fizemos mal. Vamos dar a volta e confrontar ideias. Algo melhor do que joggarem os quatro primeiros colocados de cada país é a solução. Não sei, mas algo precisa ser feito porque a juventude, entre 14 e 24 anos, está abandonando o futebol porque está entediada diante de outros entretenimetnos que eles preferem", disse.
Florentino Pérez também falou da economia do futebol em tom de alerta, em meio à defesa da "Superliga".
"Vamos aos dados: o informe da consultoria KPMG, só em três meses de pandemia qeu afetaram a temporada passada, causou prejuízos nos 12 clubes da Superliga em 650 milhões de euros. Nesse ano, com toda a temporada em pandemira, as perdas serão entre 2.000 e 2.500 milhões de euros. Ou fazemos algo agora ou muitos clubes quebrarão".
Em relação aos clubes menores, o presidente da Superliga disse que se há "mais partidas interessantes e competitivas entrará mais dinheiro no futebol". E argumentou que isso funcionará para todos, não só para alguns, porque as "ligas nacionais valerão muito mais e, além disso, teremos quantidades importantes para solidariedade, que é um pilar muito importante do projeto". No entanto, ele não detalhou de que maneira esse repasse de dinheiro seria feito.




