O ano de Neymar na Seleção!

Capitão e líder do time, atacante foi decisivo em 2015 e terá como missão levar o Brasil à conquista da medalha de ouro em 2016
Neymar pode começar o ano de 2016 como o melhor jogador do mundo. Parece improvável ele ser eleito por concorrer com o companheiro de Barcelona, Messi, e com Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, dois veteranos do prêmio Bola de Ouro da FIFA. Mas a presença de seu nome na lista mais cobiçada do futebol mostra como em pouco tempo todas as previsões sobre o jogador se tornaram realidade. Seu desempenho no time catalão foi fundamental para a indicação, principalmente após a lesão de Messi. O atacante brasileiro assumiu a responsabilidade de liderar o ataque do Barcelona e não decepcionou.



Na Seleção Brasileira, Neymar também mostrou porque está entre os três melhores do mundo. Nem tudo foi alegria no caminho do atacante: na Copa América, um Neymar nervoso e muito irritado com a arbitragem mostrou ao torcedor uma faceta diferente do atacante. Expulso contra a Colômbia, pegou quatro jogos de supensão e desfalcou o Brasil nas primeiras partidas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Ainda assim, Neymar tem muito crédito para gastar com a torcida.

Neymar tem uma história de cinco anos na Seleção Brasileira. Sua primeira convocação foi em 2010, aos 19 anos. O momento pode não ser dos melhores para o Brasil, mas o atacante tem a missão de resgatar a credibilidade da "amarelinha" após a Copa do Mundo de 2014. E vem cumprindo bem esse papel.



Desde suas primeiras convocações o jogador vem aumentando o peso de sua importância na Seleção. Em 67 jogos, já marcou 46 vezes. É o quinto goleador da história, atrás de Ronaldo (67 gols), Zico (66) e Romário (56). Os três, no entanto, têm menos partidas do que o atual camisa 10, que tem apenas 23 anos.

"Eu não jogo futebol visando prêmios individuais, recordes, nem marcas. Isso vem naturalmente. Mas só de ser nomeado, estando ao lado do Messi e sendo o primeiro brasileiro em sete anos, já é motivo de muita felicidade para mim", disse ao saber da indicação.



O atacante já foi chamado 70 vezes para a defender o Brasil. Jogou 67 e, mesmo não tendo conquistado a Copa América, é o líder e principal referência da equipe. Ganhou três vezes o Superclássico das Américas, além da Copa das Confederações de 2013.

"Neymar é único em todos os aspectos. Ele nos dá gols, assistências, trabalho defensivo... vai continuar crescendo ainda mais", afirmou Luis Enrique, técnico do Barcelona, em entrevista recente.

Em 2015, Neymar foi decisivo como sempre. Jogou as duas últimas partidas do Brasil pelas Eliminatórias contra Peru e Argentina. não marcou, mas deixou livres jogadores como Willian, Douglas Costa e Lucas Lima. No ataque ou no meio, Neymar sempre tem a companhia de dois ou três marcadores.

Suspenso, não foi ao Chile enfrentar a equipe da casa e não enfrentou a Venezuela na estreia do Brasil nos jogos classificatórios. Esteve nos amistosos preparatórios contra EUA e Costa Rica. Na goleada de 4-1 contra os americanos, marcou duas vezes logo ao entrar na partida, no segundo tempo. Contra a Costa Rica, entrou a 10 minutos do fim da partida e recebeu a braçadeira do zagueiro Miranda ainda na beira do gramado, mostrando sua importância para o grupo.

"Neymar só soma, é um muito bom tê-lo ao seu lado. Como qualquer treinador do mundo ia querer, assim como ter Cristiano Ronaldo, Messi", disse Dunga após convoca-lo para enfrentar EUA e Costa Rica.



O atacante é hoje unaminidade no mundo do futebol, ídolo de muitos ídolos. Uma estrela internacional tietada até por nossos carrascos de 1998, Patrick Viera e Thierry Henry, que ficaram à sua espera na porta do vestiário do Brasil, no Stade de France, para receber uma camisa de presente e bater papo com o camisa 10.

Com ou sem Bola de Ouro, Neymar manterá o posto de capitão do time e estrela da Seleção. Em 2016, o Brasil tentará a inédita medalha de ouro no futebol nos Jogos Olímpicos de 2016. Ney tem a idade certa e a maturidade de que o time precisa para conquistar o único título que o país não tem. Medalha de prata em Londres, Neymar sabe a pressão que o time sofrerá jogando em casa. A Copa do Mundo foi uma lição forte para todos que participaram do grupo que deixou o torneio após a fatídida goleada para a Alemanha.

O que a torcida espera, com certeza, é que Neymar alcance todas as marcas que um jogador pode alcançar, levando um Brasil mais forte para 2018.