Dunga enaltece criatividade da Seleção

Sempre criticado por defender o jogo pragmático, técnico surpreende e exalta a "escola brasileira"

O técnico Dunga parecia mais leve após a vitória contra o Peru. Fechar o ano vencendo e convencendo é motivo suficiente para o treinador respirar mais aliviado. Ainda mais quando sua Seleção Brasileira mostra que não depende unicamente do atacante Neymar.

"Insistir com a escola brasileira, do drible, da criatividade. Podemos melhorar se circularmos a bola mais rapidamente de um lado para o outro, colocarmos o adversário em dificuldade no um contra um, com uma transição mais rápida. Mas, aos poucos, a equipe vai se encaixando. Mudamos alguns jogadores, mas a equipe teve progresso atuando compacta", disse o treinador em coletiva após o jogo.

O treinador fez questão de elogiar todos os setores do time e ressaltou que houve melhorias na equipe após o empate com a Argentina.

"Enfrentamos uma equipe sólida, com jogadores rápidos e bons na bola aérea. Miranda e Gil foram bem, jogar contra o Guerrero não é fácil, ele protege muito bem a bola, tem bom cabeceio. Hoje eles não tiveram chance de cabecear na nossa área. Houve várias evoluções".


Douglas Costa teve atuação destacada contra os peruanos (Foto: André Mourão / MoWA Press)

Com Willian e Douglas Costa jogando como verdadeiros pontas, o técnico valorizou (e não é de seu costume) o drible. Ressaltou até o "olé" entoado pela torcida em alguns momentos, mas logo em seguida voltou a ser o "velho" Dunga.

"Queremos nos classificar, estar entre os quatro. Todos falávamos da dificuldade que seriam essas eliminatórias, mas a equipe vem crescendo. Saímos de sétimo para quinto, terceiro... A tendência é melhorar e buscar nossa classificação, que é mais importante".

Questionado sobre as mudanças na equipe de um jogo para outro, o técnico assegurou que isso é um sinal de sua evolução profissional.

"Uma das certezas que tenho é de que sou melhor do que era ontem. Todo mundo fala em mudança tática, de sistema, mas quando o treinador muda a equipe no Brasil, cai o mundo porque não repete a equipe. Na Europa, quando mudam o sistema de jogo, é porque o cara estudou, é fantástico"

E completou:

"Eu tentei me aprimorar, buscar opções e estudar os adversários para encaixarmos nossa melhor formação e termos supremacia na nossa maior virtude, que é a qualidade técnica".