Velhos ídolos assistem decisão no Mineirão de camarote e celebram Cruzeiro no "Whatsapp da zoeira"

Comentários()
Grandes nomes da história celeste possuem grupo no aplicativo, que conta com jogadores desde Piazza até Leandro Guerreiro

Thiago Neves, Fábio, Henrique... Já campeões e gravados na eternidade por seus títulos e feitos, esses grandes nomes do Cruzeiro tentam se eternizar ainda mais na história celeste para se juntar a outros grandes nomes da Raposa em todos os tempos.

Entre eles, Da Silva, Leandro e Reginaldo.

Três nomes importantes da história celeste, eles acompanharam a Raposa no jogo de ida da final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (10) e se emocionaram com a vitória celeste por 1 a 0 sobre o Corinthians. O jogo de volta será na próxima quarta-feira (17), às 21h45 (de Brasília).

A Goal Brasil acompanhou parte da partida ao lado dos ídolos estrelados no Camarote Brahma, no Mineirão, e conversou com o trio. A expectativa geral é de otimismo para o título celeste, mas Reginaldo acredita que o "1 a 0 ainda é pouco e perigoso".

Thiago Neves Cruzeiro Corinthians Copa do Brasil final 10102018(Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP/Getty)

No clima de resenha e muito alto astral, o ex-jogador, que conquistou uma Copa Libertadores e três Estaduais pelo Cruzeiro e agora sonha em ver mais uma conquista de seu time como torcedor, reclamou do jogo sem muitas emoções, com a Raposa melhor mas sem muita criatividade e criando grandes oportunidades (as melhores chances foram na bola aérea ou em chutes de média e longa distância), e o Corinthians sem obrigar Fábio a fazer uma defesa sequer durante todo o jogo.

Reginaldo ainda disse sentir saudades do antigo Mineirão, antes da reforma, que ainda contava com a tradicional geral bem próxima do gramado, ingressos com preços muito mais acessíveis para a população de baixa renda, e o "verdadeiro" tropeirão.

Já o ex-atacante Da Silva, bicampeão mineiro, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores entre os anos de 1996 e 1997, não demonstrou tanta saudade assim e estava curtindo cada segundo.

O ex-jogador tirou várias "selfies" com o filho e, com a alegria característica, mostrou confiança na conquista celeste após a vitória por 1 a 0 no Mineirão. "O time do Corinthians só joga atrás, aí é difícil, e lá (em São Paulo, no jogo de volta) eles só vão jogar atrás de novo para tentar ganhar o jogo em uma bola, mas tenho confiança total de que o Cruzeiro vai conquistar o título", declarou.

Da Silva Reginaldo Cruzeiro Corinthians Copa do Brasil 10102018(Foto: Goal Brasil)

Da Silva ainda lembrou dos tempos de jogador e revelou que não é nada fácil estar fora de campo como torcedor. "A maior e melhor lembrança (da carreira de jogador) é a da Libertadores (título em 97 com o Cruzeiro). A gente vê o Mineirão lotado desse jeito e lembra daquele dia, da gente jogando, ganhando e fazendo a festa com a torcida, É bacana demais lembrar dessa situação", disse.

"É muito difícil. Nós que somos ex-jogadores e estamos de fora sofremos mais do que qualquer torcedor, porque você quer estar lá dentro. O futebol não sai da gente", concluiu.

Leandro, outro ex-jogador do Cruzeiro, concorda com Da Silva. "Foi tenso (o jogo). A gente fica tenso do lado de fora, até pela forma que o Corinthians joga, mas é assim. Final não tem jogo bonito. O Fábio não fez nenhuma defesa, não vai nem precisar trocar de roupa, porque não sujou o material. Sem dúvida o Cruzeiro é o favorito, mas o futebol é dentro de campo", opinou o lateral-esquerdo da tríplice coroa em 2003.

O ex-atleta, também campeão mineiro em 2004 e 2006, porém, discordou na hora de abordar a saudade ou não de estar dentro de campo. "Já passou, a época passou. Agora fico ansioso como torcedor do lado de fora. É bom ver os amigos jogarem. Às vezes fico dando chutes no ar para tirar a bola, mas já passou (risos)", contou.

Acima de tudo, porém, os três amigos e ex-jogadores da Raposa curtiram muito a noite no Mineirão, com alto astral e cerveja, e movimentaram um interessante grupo de Whatsapp que conta com vários ídolos da história do Cruzeiro, desde os craques das décadas de 1960 e 1970 como Piazza, até jogadores mais recentes, como Fabrício e Leandro Guerreiro, com muitas fotos, vídeos e, claro, zoeira.

Próximo artigo:
Decepcionado com Vidal, Barcelona mira volante do Tottenham
Próximo artigo:
Emiliano Sala, o 'patinho feio' que superou Mbappé e Depay - As performances da Ligue 1 do final de semana
Próximo artigo:
O valor de Neymar: quanto ganha e qual o patrimônio do craque brasileiro
Próximo artigo:
Internacional no Brasileirão: maiores artilheiros, vitórias e outros dados históricos
Próximo artigo:
O valor de Lionel Messi: quanto ganha e qual o patrimônio do argentino
Fechar