Uruguai usa Copa de 2010 como exemplo para deslanchar na Rússia

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Celeste também não começou mostrando um bom futebol na África do Sul, mas deslanchou após a segunda rodada

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O Uruguai não vencia em estreias de Copa do Mundo desde 1970. No entanto, apesar de quebrar um tabu que durava 48 anos ao vencer o Egito por 1 a 0, na última sexta-feira, a Celeste não fez um bom jogo, saindo de campo com um sentimento de que poderia ter feito mais na Arena Ecaterimburgo. 

De olho na próxima partida contra a Arábia Saudita, na próxima quarta-feira (20) em Rostov, o elenco do time sul-americano tenta usar a Copa de 2010, disputada na África do Sul, como exemplo. Isso porque, naquela ocasião, a Celeste estreou com um empate sem gols contra a França, mas acabou crescendo a partir da segunda rodada e fazendo um bom torneio, chegando até as semifinais.  

A "virada" Uruguai começou no segundo jogo, contra a África do Sul, anfitriã daquele Mundial. Em 16 de junho, a vitória por 3 a 0 sobre os donos da casa deixou a equipe uruguaia mais leve e desde aquela noite a equipe se sentiu forte o suficiente para se lançar atrás de um sonho. 

Contrariado com o fraco desempenho da equipe diante da França, Óscar Tabárez, resolveu mudar até o esquema da equipe (até porque Nicolás Lodeiro acabou sendo expulso no fim do jogo contra os franceses) contra a África do Sul. O técnico uruguaio, que continua no comando da Celeste até hoje, deixou de lado o 3-5-2 do primeiro jogo para mudar para um 4-3-3.

Luis Suarez Uruguay Ghana World Cup 2010Foto: Getty

Assim, Ignácio Gonzalez deixou a equipe e Edinson Cavani entrou na sua vaga. O técnico confiava que o físico de Cavani lhe permitia cobrir um amplo espaço de campo, que ia quase da área Celeste até a área rival. E assim o centroavante se transformou em um jogador chave, mesmo com o sacrifício que esse estilo de jogo representava para um artilheiro. 

Outro ponto-chave para a mudança de desempenho do Uruguai foi a maneira com que Diego Forlan se adaptou a Jabulani, a bola oficial da Copa do Mundo. Enquanto os outros jogadores custaram a se acostumar com o voo da bola, o atacante aproveitou a sua rápida adaptação para fazer gols espetaculares. 

Diego Forlan Urugay World Cup 2010Foto: Getty

O relógio já marcava 24 minutos quando o Uruguai começou a mostrar sua superioridade. Forlán recebeu um passe a cerca de 30 metros do gol. Ele fez o giro e finalizou do meio da rua. A bola bateu nas costas de um rival e bateu morreu no fundo da rede, encobrindo o goleiro. Depois, a Celeste passou a controlar o jogo tranquilamente, mas a vitória ainda não estava selada. Quando faltavam dez minutos, apareceu outro grande protagonista daquela campanha. Luis Suárez entrou na área e o goleiro Khune o derrubou: pênalti (além de um cartão vermelho para o arqueiro) e mais um gol de Forlán. E havia tempo para mais. Já nos acréscimos, Pereira aproveitou um cruzamento de Suárez pela direita e na pequena área desviou para marcar o terceiro. 

Foi a primeira vitória uruguaia em uma Copa do Mundo desde 1990. Foi também a primeira com mais de dois gols de diferença desde 1954. Dois dados que deram espaço para a confiança.  Será que a história pode se repetir em 2018?

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