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Torcida guarda 'melhor pro final' e coloca Brasil na semifinal da Copa América

00:09 BRT 28/06/2019
Torcedor seleção Brasil Paraguai Copa América 27 06 2019
Na Arena do Grêmio, torcedores 'ressurgem' na disputa por pênaltis e exorcizam fantasma de Copas passadas

Após um público fraco no primeiro jogo da Copa América 2019, entre ­­Peru e Venezuela, a Arena do Grêmio registrou audiências melhores para os duelos de Uruguai e Argentina e, finalmente, teve os maiores números de bilheteria para o duelo entre Brasil e Paraguai, pelas quartas de final, nesta quinta-feira, 27. Mas o tão esperado ‘caldeirão’, que poderia esquentar a fria noite em Porto Alegre, só aconteceu na hora mais difícil.

O verde e amarelo começou a tomar as imediações do estádio logo cedo, apesar do jogo que seria realizado no ‘horário nobre’ da televisão. Nas arquibancadas, os torcedores repetiam o script já conhecido, do hino à capela às vaias aos paraguaios assim que a bola rolou. Com um elemento novo, dessa vez, que foi o carinho especial a Everton e Arthur, jogador e ex-atleta do clube dono da casa, respectivamente.

O Brasil penava para atacar com qualidade, e contava cada vez menos com o torcedor à medida que o primeiro tempo se desenrolava – mesmo com a presença de dois filhos pródigos tricolores em campo. Ao final da primeira etapa, as vaias se sobressaíram aos aplausos, dando o tom de como a relação gramado-arquibancada se daria.

No segundo tempo, com o Brasil mais forte na frente, a torcida se levantou, lamentando cada chute pra fora, pressionando o árbitro Roberto Tobar e vibrando com o pênalti marcado em Firmino, logo cancelado pelo VAR. Mas os cantos de ‘Brasil’ ainda seguiam raros na Arena, que nem de longe foi o mesmo palco do espetáculo dado pelos ‘hinchas’ dos vizinhos sul-americanos nos últimos dias.

Mas o melhor estava guardado para o final: o torcedor subiu o som, infernizou os cinco cobradores paraguaios (um errou, o outro parou em Alisson) e encorajou todos os cobradores do Brasil – mesmo Jesus e Coutinho, dois dos principais alvos de vaias durante os tensos 90 minutos. E conseguiu fazer a diferença, mesmo quando os fantasmas de 2011 e 2015 pareciam determinados a voltar à Copa América. Graças aos 48 mil presentes em Porto Alegre, não foi dessa vez.