TopSoccer: Vida financeira e os cinco erros mais comuns de atletas que perdem suas fortunas

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Dramas vividos por esportistas podem ser evitados com mudanças na maneira com a qual lidam com o patrimônio construído durante suas carreiras

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Por Marcelo Claudino – Consultor Financeiro e Sócio da TopSoccer


É comum encontrarmos - nos noticiários ou na Internet - a divulgação de relatos sobre dificuldades financeiras enfrentadas por atletas profissionais durante e após o encerramento de suas carreiras. Não apenas no Brasil, mas também no exterior.

Na NBA, Antoine Walker, ex-jogador do Boston Celtics e Miami Heat foi à falência após gastar sua fortuna de cerca de R$ 250 milhões conquistada durante muitos anos de carreira.

NBA Antoine Walke Miami Heat 2007Antoine Walker em ação na NBA (Foto: Doug Benc/Getty)

Desorganização e falta de planejamento também levaram Terrel Owens, ex-jogador da NFL, a arruinar um patrimônio de cerca de US$ 90 milhões. No Brasil, vários são os casos de atletas que literalmente quebraram após uma carreira de sucesso.

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Tal fato pode ter várias origens como a rápida ascensão financeira e a desinformação.

Porém, durante os últimos dez anos trabalhando com atletas profissionais, conseguimos identificar fatores comuns nos casos de insucesso financeiro:

  • Visão de curto prazo: várias decisões de investimentos e negócios são tomadas considerando ganhos no curto prazo, o que aumenta o risco assumido e a chance de perdas. Apesar da carreira curta, um patrimônio sólido é formado considerando a regularidade de retornos financeiros ao longo do tempo.
  • Investimentos exagerados no mercado imobiliário: os atletas são investidores conservadores por natureza. Muitas vezes, privilegiando a segurança e na falta de  conhecimento de outros investimentos, optam pelo investimento em imóveis que, aparentemente, trazem menor risco. Porém, investimentos imobiliários possuem riscos inerentes à localização, solidez dos incorporadores e construtores, mudanças na lei de uso e ocupação do solo e situação econômica do país.
  • Má avaliação na participação em sociedades: é frequente a oferta de vários tipos de investimentos para atletas profissionais, em especial a formação de sociedades para a exploração de diversos tipos de negócios. Muitas vezes, o atleta profissional entra com o capital, mas participa pouco da avaliação e da administração
Muller - São PauloMuller, campeão mundial com o São Paulo e com a Seleção Brasileira, chegou a morar de favor na casa de um ex-companheiro após perder tudo (Foto: Billy Stickland/Allsport)
  • Estabelecimento de poderes para profissionais não-qualificados: a falta de tempo, conhecimento e distância geográfica de suas cidades de origem obriga o atleta a estabelecer poderes para terceiros muitas vezes baseando-se apenas na confiança. Uma procuração emitida em cartório para pessoa não-qualificada para representá-lo pode trazer consequências graves à sua vida pessoal.
  • Falta de atenção às questões tributárias: como qualquer outro profissional, as questões relacionadas ao recolhimento de impostos e entrega de declarações anuais de Imposto de Renda obedecendo às regras impostas pela Receita Federal podem poupar muita dor de cabeça com o Fisco.

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